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ELEIÇÕES 2026

Flávio chama mãe pelo nome da filha assassinada: "Ana Clara"

Candidato atuou como uma espécie de 'lobista jurídico' impedir a prisão e o julgamento do policial militar

Flávio Bolsonaro chama mãe pelo nome da filha morta por PM que ele defendeu. Fotos: Reprodução | Míriam Leitão

Cristiane Gomes da Silva foi chamada pelo nome da filha Ana Clara por Flávio Bolsonaro (PL) durante o debate da TV Globo, na noite de 6ª.feira (23.out.26).

O senador se esquivava de um questionamento do presidente Lula, que perguntou porque Flávio atuou como uma espécie de “lobista jurídico” impedir a prisão e o julgamento do policial militar Bruno Dias Delaroli, responsável pela morte de Ana Clara, de 5 anos, atingida por um tiro de fuzil enquanto brincava na porta de casa, em Niterói (RJ).

Flávio se dirigiu a Cristiane pois ela estava no 1ª fila como convidada de Lula, ao lado do vice-presidente, Geraldo Alckmin, e da primeira-dama Janja.

"Ana Clara, quero falar com a senhora, deixo minha solidariedade. Foi uma tragédia o que aconteceu. Eu não consigo imaginar o que é perder uma filha de cinco anos de idade. Eu tenho uma filha de 14 e de 12. Era uma troca de tiros. Eu quero ajudar a senhora a identificar quem foi o autor desse disparo, porque eu tenho a confiança de que não foi esse policial, que sequer foi julgado ainda", disse Flavio chamando a mãe pelo nome d afilha assassinada. 

Incrédula, Cristiane chegou a gritar da plateia que a filha está morta. 

“Ele não respondeu por que defendeu o assassino da minha filha. Ele inventou um confronto ali, como o policial inventou no dia. Ele nem sabe da história”, declarou Cristiane, em entrevista após o debate.

CASO ANA CLARA 

O caso veio à tona em março desde ano. Descobriu-se que em 2021, com apenas 5 anos de idade, Ana Clara Gomes Machado foi assassinada por um tiro de fuzil disparado por Bruno.  

A mãe aguarda até hoje o julgamento do assassino da filha.

Uma primeira data havia sido estabelecida para o último dia 14 de abril. Mas foi adiado para 21 de outubro. Em agosto, o julgamento foi reagendado para 5 de maio de 2027 devido a interferência do Senador Flávio Bolsonaro.