ELEIÇÕES 2026
"Flávio é o pior do clã Bolsonaro, é um bandido", diz Joice Hasselmann
"Bolsonaro tentou me matar", denunciou Hasselmann
A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann, antiga aliada da família Bolsonaro, declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
A decisão, segundo ela, foi motivada pelo risco de Flávio Bolsonaro (PL) chegar à Presidência. Mesmo identificada com a direita e crítica histórica do PT, Joice afirmou que não pretende ficar neutra diante da disputa.
“Sou a mulher que conheceu essa gente por dentro e, por conhecer, rompeu com eles”, declarou.
Em entrevistas, a ex-parlamentar também voltou a acusar Jair Bolsonaro de envolvimento nas agressões que sofreu em 2021, dentro de seu apartamento, quando ainda exercia o mandato de deputada. Ao Brasil 247, afirmou: “Bolsonaro tentou me matar”.
DIREITA, MAS CONTRA FLÁVIO
Joice disse que mantém divergências com Lula e o PT, sobretudo na área econômica. Para ela, porém, a preservação da democracia deve prevalecer sobre as diferenças partidárias.
A jornalista citou a derrota eleitoral de Lula, aceita por ele, e contrapôs o episódio à tentativa de golpe atribuída a Jair Bolsonaro após as eleições de 2022.
“Só tem um caminho para a democracia, que é votar no Lula”, afirmou.
Ela também criticou Flávio Bolsonaro e fez acusações de envolvimento do senador com crimes financeiros e milícias. As declarações são de responsabilidade da ex-deputada.
CRÍTICAS À IMPRENSA
Joice também acusou parte da imprensa de reproduzir narrativas bolsonaristas e criticou a falsa equivalência entre denúncias envolvendo o filho de Lula, Fábio Luís, e suspeitas relacionadas a Flávio Bolsonaro.
Sobre a cobertura jornalística, afirmou que grupos de extrema direita continuam produzindo notícias falsas e que parte dos veículos de comunicação atua alinhada ao bolsonarismo.
A ex-deputada também questionou as suspeitas envolvendo Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ela citou um suposto pedido de R$ 134 milhões e a relação do senador com o advogado Willer Tomaz, que, segundo reportagens, movimentou bilhões de reais.
