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ELEIÇÕES 2026

Falta de ônibus atinge cidades onde Lula venceu no 1º turno

Nas cidades afetadas, Lula teve vantagem de 1,1 milhão

Lula venceu em cidade afetadas por falta de ônibus. - Reprodução

Cidades com denúncias de redução do transporte público no segundo turno das eleições reúnem mais de 15,5 milhões de eleitores, o equivalente a 9,8% do eleitorado brasileiro.

Levantamento cruzou os registros de 27 municípios com os resultados do primeiro turno e identificou vantagem de 1,1 milhão de votos para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL).

Lula venceu em 24 dessas cidades. Flávio teve mais votos em Guarulhos (SP), Petrópolis e São Gonçalo (RJ).

As denúncias se concentram em São Paulo, Salvador (BA) e municípios da Ilha do Marajó (PA). Também há relatos de dificuldades de transporte no Rio de Janeiro e em cidades de outros estados.

SALVADOR TEM ORDEM DE PRISÃO

Na capital baiana, o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, após denúncia de redução superior a 50% na circulação de ônibus em relação aos dias úteis.

A decisão do desembargador Maurício Kertzman Szporer também determinou a liberação de toda a frota, com frequência equivalente à dos dias úteis e gratuidade das passagens.

O descumprimento da ordem pode resultar em multa de R$ 1 milhão por hora para a prefeitura e cada empresa de transporte coletivo.

A medida atendeu a uma representação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV. Durante fiscalização, o Procon-BA encontrou 55 ônibus parados na garagem da empresa OT Trans, embora estivessem aptos a circular.

A prefeitura alegou que a retenção ocorreu após a colocação de adesivos de candidatos nos veículos, o que exigiria a retirada do material para evitar propaganda eleitoral irregular.

SÃO PAULO TAMBÉM REGISTRA DENÚNCIAS

Na capital paulista, a campanha de Lula denunciou à Justiça Eleitoral que apenas 60% da frota de ônibus estaria circulando, apesar de uma determinação para operação integral dos veículos previstos para dias úteis.

Eleitores de bairros como Itaim Paulista, na zona leste, e de regiões centrais, da avenida Paulista e da zona norte relataram longas esperas e dificuldades para encontrar coletivos.

A coligação Brasil Pronto Pra Mais pediu que a prefeitura e a SPTrans restabelecessem a frota e informassem quantos veículos estavam em circulação.

Na 6ª.feira (23.out.26), a Justiça Eleitoral havia determinado a operação de 100% da frota dos dias úteis. A decisão previa multa individual de R$ 100 mil ao prefeito Ricardo Nunes (MDB) e ao presidente da SPTrans em caso de descumprimento injustificado.

A empresa municipal afirmou que cumpriria a determinação, mas alegou dificuldades para mobilizar trabalhadores em prazo reduzido.

O planejamento inicial previa 6,9 mil ônibus nas ruas, quantidade 40% superior à de um domingo habitual.