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EXTREMISTA DE DIREITA

Fuga de Flávio Bolsonaro foi em jato de empresa corrupta

Dono de aeronave desviou 95,06 milhões de pesos argentinos destinado à deficientes

(20/08/2026) - Flávio Bolsonaro e seus aliados: Tarcísio de Freitas, Ricardo Nunes e Guilherme Derrite. Foto: Charles Vieira/Campanha

A Polícia Federal (PF) apura se o senador derrotado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fugiu do Brasil após ser proibido de viajar ao exterior pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A suspeita surgiu após o portal argentino Infobae noticiar que o parlamentar teria cruzado a fronteira e seguiria para os Estados Unidos em um avião particular.

Até a manhã desta 3ª.feira (27.out.26), não havia confirmação oficial de que Flávio estivesse na Argentina ou tivesse deixado o país. A PF acionou autoridades argentinas para verificar a informação.

O episódio ocorreu menos de 24 horas depois de Moraes determinar que o senador entregasse seus passaportes à PF e o proibir de sair do Brasil. A decisão foi tomada em uma investigação que envolve Flávio e o advogado Willer Tomaz.

PARADEIRO DESCONHECIDO

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN). Foto: Reprodução

Segundo o ICL Notícias, três pessoas próximas ao senador foram procuradas, mas não souberam informar seu paradeiro. A reportagem também esteve na residência dele, em Brasília, na manhã desta 3ª.feira, mas ninguém atendeu ao interfone.

A assessoria de imprensa de Flávio informou que não comentaria o caso. O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha presidencial, negou que ele tenha deixado o Brasil.

Na 2ª.feira (26.out), Flávio afirmou que entregaria os passaportes e contestou a decisão judicial. Até o momento, não havia confirmação pública de que os documentos tivessem sido entregues. 

JATO FICOU EM PUERTO IGUAZÚ

 Gulfstream G400 da Baires Fly S.A teria ilegalmente retirado Flávio Bolsonaro do Brasil. Foto: Reprodução

A suspeita envolve um Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, registrado em nome da empresa argentina Baires Fly S.A.

Segundo o Infobae, a aeronave saiu de Buenos Aires na noite de 2ª.feira e pousou em Puerto Iguazú, cidade argentina próxima à fronteira brasileira. O voo para os Estados Unidos estava previsto para a madrugada desta 3ª.feira.

A empresa teria solicitado procedimentos migratórios e aduaneiros para quatro passageiros e três tripulantes. A identidade dos passageiros, porém, não foi divulgada.

A aeronave permaneceu em solo após a previsão de partida. A agência argentina Noticias Argentinas atribuiu a retenção a controles adicionais, enquanto a imprensa local noticiou que o voo não recebeu autorização para decolar. Não havia confirmação oficial de que Flávio estivesse a bordo nem esclarecimento conclusivo sobre o motivo da suspensão.

AVIÃO DE EMPRESA CORRUPTA

 Sergio Mastropietro, investigado por desviar recursos da Agência Nacional de Discapacidad (Andis).

A Baires Fly S.A., é investigada na Argentina por participação em um esquema de lavagem de dinheiro ligado a contratos da Agência Nacional de Deficiência (ANDIS), no governo do extremista de direita Javier Milei.

Segundo os investigadores, em 10 de setembro de 2025, duas empresas, Prolite Orthopedics e Probock, transferiram juntas 95,06 milhões de pesos argentinos (R$ 329.953,55) à companhia. Depois dos repasses foram emitidas notas fiscais com a descrição de compra de quilômetros nacionais para uso em aeronaves.

O empresário Sergio Mastropietro, ligado à Baires Fly, foi preso e é investigado por suposta participação na circulação de recursos. A Justiça também identificou notas fiscais emitidas pela empresa a diferentes fornecedores, incluindo uma de 410,4 milhões de pesos para a drogaria Profarma, considerando operações de 2023 e 2025.