Brigas na porta de escolas envolvendo adolescentes ganham frequência em Corumbá
Adolescentes acompanham briga de duas garotas e até as incentivam a "sair no tapa"
Foto: Imagens vídeo gravado
[caption id="attachment_35912" align="aligncenter" width="600"]Foto: Imagens vídeo gravado
Foto: Imagens vídeo gravado[/caption] O vídeo mostra, além das duas jovens brigando, outros adolescentes acompanhando o confronto. Em certos momentos, alguns meninos tentaram intervir, porém as meninas que fizeram a filmagem falaram: “deixa brigar”. Após o fim da confusão feminina, começou uma briga entre meninos, que estavam juntos à menina que foi agredida. Outro fato nas imediações de onde aconteceu a briga, ocorreu na segunda-feira, 25 de agosto. Um jovem de 17 anos foi apreendido com um revólver calibre 22 tentando intimidar outro por causa desavenças. O revólver estava em sua cintura e sem munição. O adolescente relatou que comprou a arma por R$ 300 de um homem que teria passado em frente acasa dele. Segundo Cristiane Ligier, psicóloga da Medida Sócioeducativa da Prefeitura, somente neste mês, de nove casos atendidos pelo programa, entre três e quatro são de brigas de escola. Na maioria, as meninas são as protagonistas. “Atualmente voltou a briga na frente da escola, está um caso usual e se tornando até banal briga na frente das escolas. Os confrontos têm ido para as redes sociais, têm sido filmados. Entra aí a questão do poder sobre o outro para aparecer e estar em evidência”, afirmou a psicóloga ao Diário Corumbaense. Fato é que a situação envolvendo meninas vem crescendo e muitas até estão levando para as escolas objetos para se defender na hora da luta corporal, o que se torna um perigo. “O confronto mais usual é entre os meninos e os casos estão ligados à rivalidade, disputa de território e confronto por causa de namoradas. Já o confronto entre meninas vem acontecendo muito atualmente, e, até mesmo mães incentivam a briga. Muitas mães estão criando os filhos para serem agressivos e não para terem limites e a escola é onde eles testam essa agressividade. Está sendo criado um ambiente para as mulheres serem protagonistas e elas estão perdendo a feminilidade. São brigas de socos e muitas vezes levam armas brancas”, concluiu Cristiane. Diário Corumbaense
