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Alceu Bueno se irrita com pedido de vista sobre projeto de sua autoria e vira alvo de brincadeiras

O vereador Alceu Bueno (PSL) sofreu uma ligeira derrota durante sessão na Câmara de Vereadores. Bueno havia apresentado projeto de lei que cria o “programa escola sem partido”, que na prática proíbe os professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) de expressar quaisquer convicções políticas, sexuais ou religiosas aos alunos.

O vereador Eduardo Romero (PT do B) pediu vistas ao projeto, que considerou complexo demais para ser votado sem análise aprofundada. “O projeto é bastante complexo e exige, no mínimo, uma consulta aos profissionais da educação e uma audiência pública”, defendeu.

A atitude de Romero irritou Alceu, que o ameaçou e prometeu pedir vistas ao projeto que seria analisado em sequencia, de autoria de Romero. A irritação de Alceu deixou o vereador alterado e os colegas na Casa pediram a Alceu que se acalmasse e ele acabou saindo do plenário.

O vereador acabou virando piada entre os colegas.“O Alceu ficou magoado”, brincou Edson Shimabukuro (PTB), com ausência do colega na foto de despedida da vereadora Rose Modesto (PSDB).

O projeto de lei em questão, que Alceu prometeu apresentar novamente amanhã, estabelece, dentre outras coisas, que fica “vedada a prática da doutrinação política e ideológica em sala de aula, bem como a veiculação, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos estudantes ou de seus pais”.

O vereador, que é missionário da Igreja Mundial do Poder de Deus, pretende com seu projeto fazer com que seja criada uma disciplina facultativa para educação de valores, cabendo aos pais ou responsáveis a decisão de matricular seus filhos ou não.

Heloísa Lazarini