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SEGURANÇA PÚBLICA

Moro mantém Força Nacional na fronteira e em área indígena de MS

As tropas já estão em MS desde 2016, ocasião em que foi morto indígena em Caarapó, durante confronto com capangas de fazendeiros

Força Nacional - Marcelo Camargo/ABr

O Ministério da Justiça e Segurança Pública, chefiado por Sergio Moro, estendeu por mais 45 dias o prazo de atuação de policiais da Força Nacional de Segurança Pública em Mato Grosso do Sul. De acordo com a Portaria nº 942, publicada no Diário Oficial da União de ontem, terça-feira (31), os agentes continuarão atuando no policiamento ostensivo a fim de prevenir conflitos agrários em Caarapó, interior de MS.

Ainda segundo a justificativa da ‘Sec’, o ostensivo objetiva coibir também o tráfico de drogas, contrabando, armas e munições que entrarem pela fronteira de Brasil e Paraguai. Os policias da Força Nacional foram cedidos órgãos de segurança dos estados para integrar a tropa federal, a equipe atua, conforme o acordo, em apoio às secretarias de segurança pública dos estados que solicitam sua presença.

A Corporação está instalada em MS desde idos de 2016, quando foi solicitada a presença do efetivo por meio do governo de Reinaldo Azambuja. A área é cenário de conflitos frequentes entre fazendeiros e indígenas. Em julho de 2016, o estado registrou a morte do líder indígena Clodiodi Aquileu Rodrigues de Souza, executado em conflito com capangas de um fazendeiro, na ocasião, outros seis indígenas ficaram feridos após 300 indígenas ocuparem a Fazenda Yvu, em Caarapó, eles reivindicavam na época, a terra indígena Dourados-Amambaipeguá I, que já era para ter sido demarcada, mas o processo está estacionado desde 2007. 

O ministério não informou o número de policiais atuando na região. A validade da atual portaria vai até 11 de fevereiro de 2020.