19 de setembro de 2021
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'NO BICO DO CORVO?'

'Morte não melhora ninguém': para receber, antes tem que aparecer vivo

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Infrator, acostumado com pó mudou até de nome para poder levar levava raio. Há três anos foi expulso da corporação. Com o desuso o primeiro RG empoeirou e o segundo foi dito como morto. Acontece que em seu nome primeiro tem mais de onze mil contos que caíam pela inatividade findados seus serviços.

Pela proximidade com as drogas em seu período de major, parado a fissura de ficar “por perto” era tanta que, em investigação do esquema milionário da coca, os “tiras federais” disseram que Sergio virou Paul.

Em tempos pandêmicos Paul morreu e foi cremado, e resto mortal para saber quem era só se pega quando não é pó. Suspendeu-se então o pagamento e uma carta foi mandada ao endereço do “morto” em Campo Grande, o convocando para a prova de vida. Se o suposto falecido não aparecer, o edital vai ser publicado no Diário Oficial do Estado.

Quem morreu cobrava agência 1,3 milhão desde 16 de novembro de 2015, R$ 516.695 em aposentadorias, que não eram pagas desde abril de 2011. Semana passada o julgador pediu revisão e ontem o ex-major formalizou a troca de advogado. Alvo do jogo de xadrez de Vegas e de operação que remete Da Vinci, ele tentava ficar com a herança estimada em mais de R$ 100 milhões.