06 de maio de 2021
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CRUEL | JADIR SOUZA

Assassino de professora está escondido em 'milharal gigante', diz polícia

Suspeito completa 1 semana foragido, desde o assassinato da ex-esposa em Sidrolândia; crime teve requintes de crueldade, contra a mulher com quem Jadir foi casado por 18 anos

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O mecânico Jadir Souza da Silva, de 51 anos, acusado de matar a professora Telma Ferreira Rabero, de 44 anos, completa hoje (17. abril), uma semana foragido e a polícia diz que ele está escondido em área de ‘milharal gigante’ nos arredores de Sidrolândia. “Até hoje, temos a informação que ele continua escondido em meio a plantação”, disse a delegada adjunta de Polícia Civil de Sidrolândia, Thaís Duarte Miranda. 

O suspeito está escondido no local, desde o dia (10. abril) quando fugiu de Sidrolândia depois de matar a ex-esposa na Rua Distrito Federal, no Centro do município. O crime teve requintes de crueldade, contra a mulher com quem Jadir foi casado por 18 anos.

A suspeita é de que o criminoso não tenha aceito quando a vítima pediu para terminar o relacionamento. Eles tinham dois filhos. O assassinato ocorreu mesmo com os filhos no imóvel. Uma das crianças, de 10 anos, teria presenciado o pai arrastando a mãe para o fundo da casa, onde Jadir golpeou a vítima até a morte.

Depois disso, Jadir furtou um Citroen Prata na garagem da casa da vítima e fugiu no carro, o abandonou horas depois. A polícia achou o Citroen em 11 de abril às margens da rodovia MS-162, sentido Maracaju. O local é próximo a grande área de plantação de milho. A polícia então, fez um cerco, em um perímetro que acreditam que o suspeito ainda está. A delegada não soube precisar o tamanho exato da área. “Mas é enorme”, explicou.   

O MS Notícias mostrou em reportagem as possíveis rotas que poderiam terem sido tomadas pelo suspeito, considerando o local onde ele abandonou o veículo. 

A delegada disse ainda que a denúncia feita por um morador de Anaurilândia de que o suspeito foi visto lá, não procede. “Ainda estamos realizando diligências para localizar o autor. Não procede [que esteve em Anaurilândia]”, esclareceu. 

A ocasião negada acima é o relato de um boiadeiro de 23 anos que disse ao MS Notícias que viu o suspeito em Anaurilândia. "Ele estava com uma mochila preta grande nas costas, sentado. Era um meio-dia, comendo uma marmita. Como nunca tinha visto ele, prestei bem atenção", comentou o rapaz que acionou a polícia ao local. A Polícia Civil de Anaurilândia disse tratar-se de uma pessoa parecida com o autor, que foi localizado, e confirmado o engano.