24 de setembro de 2021
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INDECISÃO | RODOVIAS

Bloqueios não acabaram por completo, mesmo com Jair pedindo e risco de racionamento

Caminhoneiros estão concentrados em pontos de MS, mesmo com liminar que aplica multa de R$10 mil por dia

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Durou cerca de nove horas a paralisação de caminhoneiros, que aconteceu em "apoio" ao presidente Jair Bolsonaro, ainda que esse tenha se pronunciado dizendo que eles "atrapalham a nossa economia". 

Apesar de chamar os caminhoneiros de aliados, em um áudio vazado Jair diz que os br/tags/bloqueios/">bloqueios não eram favoráveis. Isso provoca desabastecimento, inflação, prejudica todo mundo, em especial os mais pobres. Então, dá um toque nos caras aí, se for possível, para liberar, tá ok? Para a gente seguir a normalidade", disse Bolsonaro, segundo informações do Portal G1.

Após atingir mais de 16 estados, até às 11h (pelo horário de Brasília) as interdições já estavam em apenas cinco unidades: BA, MA, MG, MS e SC, segundo boletim do Ministério da Infraestrutura com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). 

Enquanto os pontos de interdição em MS, na manhã de hoje estavam nos trechos: 

  • MS-306 - Cassilândia - rodovia bloqueada entre Cassilândia e Paranaíba
  • MS-306 - Chapadão do Sul - interdição ponto de concentração
  • MS-470 - Douradina - bloqueio total
  • BR-158 - km 91 - Paranaíba
  • BR-262 - Três Lagoas, km 4 - ponto de concentração
  • BR-163 - km 614 - São Gabriel do Oeste - ponto de concentração

A Polícia Rodoviária Federal, ainda pela manhã, marcava presença nos quilômetros 38, 117 e 290 da BR-163. Também a Justiça Federal concedeu à PRF a liminar determinando o desbloqueio imediato na BR-163 em MS.

Essa liminar, segundo a PRF determina multa de R$ 10 mil por dia, caso a BR-163 continue interditada. A multa pode ser aplicada ao CNPJ ou CPF dos organizadores. 

"Estamos solicitando, também, à Justiça Federal, liminar semelhante para as demais rodovias federais do Estado", informou a instituição através da assessoria de imprensa.

Também o sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul (Sinpetro-MS) desencentivou o bloqueio dos caminhoneiros que, se durar 24h, pode gerar risco de racionamento de combustível nos postos do Estado, segundo o diretor técnico Edson Lazarotto.