21 de abril de 2021
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JUSTIÇA

Defesa pede exame de insanidade mental para 'livrar' assassina de chargista

Acusada de matar, esquartejar e queimar o chargista Marco em Campo Grande

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A defesa da massagista Clarice Silvestre de Azevedo, de 44 anos, quer teste de insanidade mental para "livrar" a cliente acusada de matar o chargista Marco Antônio Borges. A mulher teria esquartejado e queimado o cadáver, em crime ocorrido em 21 de novembro de 2020. 

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Segundo a defesa, o histórico de Clarice, relatado por psicóloga que a atenderam antes e depois da prisão, o quadro depressivo: sete tentativas de suicídio, instabilidade, insegurança e impulsos agressivos e hostis, criam cenário para que ela submetida à exame para determinar se pode ser considerada ciente dos seus atos.

A investida foi enviada em 4 de março e anexada ontem (10.mar) ao processo levada à 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande.

Antes de ser presa, a massagista teria tentado suicídio por 7 vezes. “(...) há muito tempo sente uma tristeza em sua vida e um desejo de morrer, de modo que, anteriormente não cometia suicídio devido a necessidade de cuidado com o filho especial e após a morte dele realizou as tentativas (enforcamento e atirar-se contra transporte coletivo)”, destacou relatório de psicólogos. 

Conforme anexos, a acusada fazia sessões com psicólogo antes do crime em uma clínica na Capital. Foram 10 sessões.  A “Paciente tem mesclado de intenso sofrimento e por outro lado indiferença frente à própria vida, ora trazia dor e sofrimento, ora discurso indiferente e anestesiado de qualquer sofrimento. Possui condição psicológica primitiva carregada de sentimentos melancólicos e de indignação por todo sofrimento vivido”.

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Por conta da dúvida da capacidade mental da massagista, a defensoria requereu instauração de “incidente de insanidade mental” e apresentou quesitos que devem ser respondidos nesse exame, como se ela é portadora de perturbação da saúde mental e se, em razão dessa doença é inteiramente capaz de entender o caráter ilícito do crime a qual lhe imputam. 

A defesa ainda apontou que, “não há provas concretas para embasar a denúncia”, e que devido a isso, a agora ré “não seja levada à júri popular.  

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O defensor também pediu segredo de justiça no processo, alegando que precisa preservar os filhos do conteúdo dos laudos psicológicos.

FONTE: *Com informações do Campo Grande News.