21 de setembro de 2021
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Polícia

Justiça Restaurativa Escolar realiza encontros na Capital e no interior

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Com intuito de desenvolver atividades da construção de paz nas escolas sul-mato-grossenses, a equipe da Justiça Restaurativa, que integra a Coordenadoria da Infância e da Juventude de MS, sob a coordenação da Desa. Elizabete Anache, realizou encontros em escolas públicas estaduais e municipal da Capital, além de uma escola estadual do interior e de uma visita à Coordenadoria Regional Metropolitana da Secretaria Estadual de Educação.

Não se pode esquecer que, a exemplo de 2020, enquanto durar a pandemia do coronavírus, obrigando os profissionais a manter o distanciamento social, o trabalho da Justiça Restaurativa Escolar será realizado por meio de videoconferência, já que as principais atividades desenvolvidas são de ações preventivas, por meio de diálogos restaurativos com alunos, objetivando trabalhar questões relacionadas à violência na escola, resolução de conflitos, reunião com pais e capacitação de multiplicadores.

Assim, no mês de março, em algumas escolas em Campo Grande e em uma cidade do interior, a equipe realizou Círculos de Diálogos sobre acolhimento e volta às aulas, com a participação de alunos do ensino fundamental, médio e professores.

Exemplo do trabalho exitoso da Justiça Restaurativa Escolar pode observado na Escola Municipal Sulivan Silvestre Oliveira - Tumune Kalivono, onde visando contribuir com o diálogo entre família e escola em tempo de estudos domiciliares e pandemia, a equipe realizou 10 encontros on-line com a participação da direção, da equipe técnica pedagógica, de professores e pais de alunos.

As atividades virtuais foram realizadas na Escola Estadual Padre Mário Blandino, com o tema acolhimento e volta às aulas para alunos novos e veteranos; na Escola Estadual Profª Zélia Quevedo Chaves professores participaram dos círculos de diálogos sobre acolhimento, e na Escola Estadual Marechal Deodoro da Fonseca, em Aquidauana, os professores conversaram com a equipe da Justiça Restaurativa sobre os impactos da pandemia.

Durante os encontros on-line, os facilitadores convidaram pais e responsáveis dos alunos para Rodas de Conversa e Círculos de Diálogo que serão realizados no mês de abril, para tratar de temas sobre educação, valores, família e escola em tempos de pandemia de Covid-19.

Por fim, na Coordenadoria Regional Metropolitana da Secretaria Estadual de Educação, a equipe realizou Círculos de Diálogos sobre acolhimento com os professores. Todos os encontros foram classificados como muito produtivos pela equipe.

Saiba mais O programa Justiça Restaurativa nas Escolas foi instituído em 2012, em Mato Grosso do Sul, por meio do acordo de cooperação técnica entre o Tribunal de Justiça e a Secretaria de Estado de Educação, com a finalidade de atender alunos da rede pública estadual, visando a prevenção de conflitos no âmbito escolar. As atividades começaram a ser desenvolvidas em setembro daquele ano.
 
Para quem não conhece, a Justiça Restaurativa na Escola é um novo modelo de justiça que busca soluções pacíficas no âmbito escolar. Nestes casos, o foco está em prevenir conflitos, sendo o diálogo a principal ferramenta de trabalho.

Assim, a proposta da equipe da CIJ para a solução do conflito é uma alternativa que amplia a ação a partir da perspectiva da vítima e da consideração do sofrimento ocasionado pela violência, com a finalidade de desenvolver o consenso entre os membros da comunidade, escola, vítima, ofensores e demais envolvidos.
Nesta modalidade busca-se a retratação do ofensor e compartilhamento da responsabilidade entre as partes para lidar com as situações de forma criativa, educativa e construtiva, direcionando para a cooperação, a restauração de valores morais, a dignidade das pessoas e a igualdade social.

Por reconhecer a importância da Justiça Restaurativa na articulação entre justiça, escola e comunidade, o que resulta na criação de uma cultura de paz em que se orienta professores, pais e alunos, a equipe da CIJ desenvolve propostas educativas rápidas, com conteúdos éticos aos conflitos cometidos pelos adolescentes, possibilitando a transformação a par da responsabilização e mudando a perspectiva dos jovens.

Fonte: TJ MS