26 de julho de 2021
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NEGACIONISTA AGRESSIVO

Márcio Roberto não queria usar máscara e é preso por 30 dias por agredir Adriana

Caso aconteceu na padaria em que a mulher trabalhava, agressor perseguiu a mulher, quebrou seu braço e deu joelhada na cara no meio da rua

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Márcio Roberto Rodrigues, 45, conhecido como o bolsonarista que agrediu a atendente de padaria Adriana da Silva após ser advertido para usar a máscara de proteção contra Covid-19 de maneira correta, foi preso na noite de ontem (17.jun.2021) em Palmares Paulista, interior de São Paulo.

Após o crime, que aconteceu na última semana (11.jun.2021), Adriana foi encaminhada para o hospital e precisou passar por cirurgia. Na ocasião foi anunciado que o agressor, acusado de tentativa de feminicídio, foi levado ao pronto-socorro ou uma equipe médica precisou fazer uso de medicação para acalmá-lo.

Em seguida, o agressor Márcio Roberto Rodrigues foi liberado na presença do advogado, mas não prestou depoimento ao delegado de plantão.

Durante essa semana houve reclassificação, pelo delegado Pedro Luis de Senzi Carvalho, que enquadrou o agressor no crime de tentativa de feminicídio e solicitou ao Judiciário a prisão preventiva do suspeito. Cerca de 11 testemunhas foram ouvidas, segundo informações da Folhapress.

O agressor, que estava dentro da padaria com a máscara abaixo do queixo e entrou no estabelecimento pedindo por bebida alcoólica, disse ao delegado que havia ingerido bebida alcoólica e que se descontrolou.

"Quando pedi pela segunda vez para ele usar a máscara corretamente ele se irritou e tentou me atingir com um soco, que pegou nas mercadorias que estavam no balcão, jogando-as no chão. Logo em seguida ele já veio correndo para dentro do balcão em minha direção", lembra a atendente.

Adriana correu para a rua, em tentativa de fugir das agressões, mas foi perseguida e alcançada. Em seguida foi jogada ao chão e levou uma joelhada no rosto. "Pensei que eu iria morrer. Tinha muita gente na rua e ninguém fazia nada, só ficavam olhando. Ainda tenho muito medo por mim e pela minha família", conta a vítima.

Ainda, essas agressões só pararam quando uma moradora do bairro socorreu a vítima, colocando-a para dentro do quintal da sua residência até a chegada da Polícia Militar. "Acreditamos que, se a atendente não tivesse sido socorrida por populares, as consequências poderiam ter sido ainda piores", finalizou o delegado.

Ontem (17.jun) foi decretada a prisão preventiva do agressor por 30 dias.