26 de outubro de 2021
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NACIONAL | RORAIMA

"Ministro de fato": amigo de Bolsonaro vira réu por estuprar criança

Empresário ficou conhecido por ser "ministro de fato" da gestão de Pazuello e foi denunciado esse mês em Boa Vista

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Depois de ser classificado como o "ministro de fato" da gestão de Pazuello, por tomar as decisões e resolver burocracias, o amigo do presidente Jair Bolsonaro, Airton Antonio Soligo - conhecido como Airton Cascavel - vira réu por suspeita de estuprar uma criança da própria família. O caso está em segredo de justiça. 

A decisão de aceitar a denúncia foi do juiz substituto Nildo Inácio, da Vara de Crimes Contra Vulneráveis, em Boa Vista (RR), conforme apurado pela Rede Amazônica (emissora local do grupo Globo). 

Segundo informações, a mãe da criança registrou um boletim de ocorrência contra ele no dia 14 de setembro no Núcleo de Proteção à Criança e Adolescente (NPCA) da Polícia Civil. Também o Ministério Público de Roraima havia entrado na Justiça na última terça (21) para denunciar o empresário

Lançada as acusações de estupro contra vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, combinado o artigo 226, prevê aumento da pena em razão do acusado ser parente da vítima. 

O QUE DIZ A DEFESA

Além de classificar a acusação como "denunciação caluniosa" e citar um "desejo pessoal de vingança" por parte da acusadora, a defesa de Airton alegou que o empresário não possui histórico de violência, dizendo que sempre "dedicou carinho e atenção especial" aos familiares, segundo escrito em Habeas Corpus preventivo apresentado à Justiça, pelo advogado Rui Figueiredo. 

DENÚNCIA

Conforme apurado pela Rede, na denúncia consta que, no fim de semana dos dias 11 e 12 de setembro, a criança foi visitar Cascavel e voltou para casa "reclamando de dores nas partes íntimas". No boletim de ocorrência a mãe afirmou que "(...) a criança relatou que [...] havia pegado em sua parte íntima e lhe machucado; que suspeita [...] tenha sofrido abuso sexual por parte do [...], Airton Antonio Soligo".

Ao G1 a mãe da criança confirmou que a criança passou por exame de corpo de delito. Ela conta que foi orientada por um médico particular que procurou a  ir para o Hospital da Criança, unidade pública na capital.  "A gente foi encaminhado para o Conselho Tutelar, para a psicologia, assistente social, para delegacia", disse ela após a filha contar o que teria acontecido para a médica de plantão.