24 de fevereiro de 2021
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“Operação Pré-Piracema” indica diminuição de apreensão da pesca predatória e equipamento ilegais

A PMA (Polícia Militar Ambiental) divulgou nesta sexta-feira (6), um balaço da Operação Pré-Piracema, que teve números altos de apreensões, porém segundo os policiais essa operação foi mais tranquila em relação ao ano passado.

Em todos os anos durante os meses de setembro e outubro são reforçadas as fiscalizações no rios, isso porque essa época é conhecida com período pré-piracema, que visa prevenir as pescas predatórias.

A “Operação Pré-piracema”, que envolveu 338 policiais, englobou a Operação Padroeira do Brasil e “Dia de Finados” e se estendeu esta sexta-feira (6) às 8h00, para evitar que pescadores permanecessem nos rios depois do fechamento da pesca. Os trabalhos preventivos foram intensificados, pelas 25 Subunidades da PMA no Estado, que deram maior atenção à questão relativa à pesca.

Apreensões

Os números indicam que as apreensões foram mais tranquilas esse ano, foram 57 pessoas autuadas por crimes e infrações ambientais, e 81 da operação do ano passado, sendo 26 por pesca ilegal, e 56 da operação passada. Foram apreendidos 301 kg de peixes, e 482 kg na operação anterior. Dos 26 autuados por pesca, 17 foram presos por crime de pesca predatória, enquanto foram 45 na operação passada e nesta, nove foram autuados administrativamente por falta de licença, o que não é crime ambiental, somente infração administrativa. Na operação passada foram 12.

Com relação aos petrechos de pesca proibidos foram apreendidas 49 redes de pesca, mais do que as 34 redes da operação passada. Mais oito tarrafas, 384 anzóis de galho, que são petrechos proibidos com grande potencial de captura de pescado, bem como oito motores de popa, oito barcos e nove veículos.

Com relação aos demais tipos de infrações e crimes ambientais foram 31 autuados: 12 foram por crimes contra a flora, três por caça ilegal, uma por poluição, um por carga perigosa (agrotóxico), um por armazenamento de combustível ilegalmente, um por exploração e areia, quatro por maus-tratos a animais, três por degradação de área de preservação permanente (APP), dois por loteamento ilegal, um por motosserra ilegal, dois por manutenção de animais silvestres em cativeiro, um por construção ilegal em área protegida.

As multas foram R$ 771.780,00 enquanto na operação passada foram R$ 6.786.313,00 (seis milhões setecentos e oitenta e seis mil e trezentos e treze reais). O valor elevado das multas na operação passada deu-se em razão da autuação de uma Pequena Central Hidrelétrica , que foi multada em R$ 4,95 milhões e dois traficantes de papagaios que foram multados em R$ 1,53 milhão.