01 de julho de 2022
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Polícia Civil do DF indicia personal por agressão a sem-teto Givaldo

Agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público do DF. O morador de rua foi indiciado por difamação contra a esposa do personal

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O personal trainer Eduardo Alves (foto em destaque) foi indiciado, nessa sexta-feira (20/5), por lesão corporal por agredir o ex-morador de rua Givaldo Alves de Souza, de 48 anos, após flagrar o sem-teto tendo relação sexuais com a sua mulher. A investigação foi concluída pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina). Agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que avaliará se é cabível oferecer denúncia. O morador de rua foi indiciado por difamação contra a esposa do personal.


Na madrugada do dia 10/3, o profissional de educação física procurava a esposa pelas ruas de Planaltina. Segundo o homem, a mulher havia saído horas antes para ajudar pessoas em situação de rua, em uma ação da igreja evangélica que frequentava.


Sem ter notícias dela, ele iniciou uma busca e a encontrou tendo relações sexuais com Givaldo dentro do veículo. O personal atacou o sem-teto e, posteriormente, os envolvidos foram encaminhados à 16ª Delegacia de Polícia do DF.


Por meio de nota oficial, Eduardo Alves afirmou que o agrediu pois achava que a esposa estava sendo estuprada. A mulher teria contado a um amigo e à polícia que a relação foi consensual, mas Eduardo disse que ela estaria tendo um “surto psicótico” e, por isso, não teria capacidade de consentir uma relação sexual.

 

A coluna tentou contato com a defesa de Eduardo, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.


Por meio de nota, os advogados Mathaus Agacci e Anderson Almeida, que representam Givaldo Alves, disseram que “não houve estupro de vulnerável”. “Na realidade, as investigações foram concluídas apontando Givaldo tão somente como vítima de brutais e covardes agressões perpetradas por Eduardo Alves de Sousa, que restou indiciado pelo crime de lesões corporais”, diz o texto.

“A mulher tem enfermidade psiquiátrica. A questão é que não tinha como o Givaldo perceber, pelas peculiaridades do caso concreto que foram apuradas”, acrescentou Mathaus Agacci.