27 de fevereiro de 2021
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IMPETUS

Polícia desarticula plano de execução de 12 servidores em MS

Grupo crimninoso arquitetava plano há quatro meses, com auxílio de "inteligência" em presídio

A Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deco), deflagrou Operação Impetus (contra ataque), na manhã de hoje (20), agentes cumprem mandados no Presídio de Segurança Máxima Jair Ferreira de Carvalho, em Campo Grande e também na Penitenciária Estadual de Dourados (PED), as ações buscam desarticular uma central de inteligência do Primeiro Comando Capital (PCC), que segundo as investigações, planejavam executar 12 servidores de segurança pública em MS. 

Conforme informações iniciais, ao todo, cinco dos 20 alvos da ação já foram levados para prestar esclarecimentos na delegacia. Esses, Augusto Macedo Ribeiro, 'o Abraão', Laudemir Costa dos Santos, 'o dentinho', Willyan Luiz de Figueiredo, 'o Daniel', Diego Duveza Lopes Nunes, 'o Pitbull', e Wantensir Sampatti Nazareth, 'o Inverno'. Segundo a polícia, o grupo tinha a função de liderança e era responsável por uma espécie de Central de Inteligência do PCC. Os presos, serão indiciados pelos crimes de ameaça e organização criminosa.

De acordo com o site Campo Grande News, a delegada responsável pelo caso, Ana Cláudia Medina, avaliou que a central de inteligência do grupo criminoso foi montada de forma compartimentada e reservada dentro da própria facção. Presos com funções de liderança criminosa recrutaram internos integrantes do PCC distribuídos entre os presídios fechado, aberto, semiaberto e alguns simpatizantes, repassando-lhes a missão, chamada de "salve do quadro". Conforme a delegada, para que esses levantassem de forma sigilosa dados pessoais e profissionais de servidores de segurança pública para executá-los.

As investigações tiveram início há 4 meses, a central de inteligência do crime organizado fazia levantamentos de dados dos mais variados que levassem a identificação e localização exata do servidores.

De dentro do presídio, encarregados da "inteligência" da facção faziam pesquisas em redes sociais, fontes oficiais, como cadastros de dados publicados em páginas oficiais do Estado e publicações funcionais em diários oficiais. 

Todas as informações adiquiridas eram levadas à comparsas em liberdade ou em condicional, esses responsáveis por terminar a missão, chamada "missão de campo", os alvos eram tratados como "opressores da irmandade", e tinham suas rotinas e de seus familiares monitoradas.  

Ação criminosa semelhante desarticulada pela Deco nesta manhã havia sido instalada em outros Estados, resultando na execução e morte de três servidores de presídios federais.