15 de abril de 2021
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GOVERNO DE MS

Segov mantém dinâmica e aprimora desempenho político-administrativo do Governo

Razões da escolha e os fatos que atestam a pontaria certeira de Azambuja somam-se aos resultados que, nos primeiros 10 dias de prova, demonstram a vocação do escolhido para empreitadas desse porte

O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) não precisou esperar tanto para fazer os juízos iniciais e medir o impacto das mudanças e inovações que fez em sua equipe. Menos de 15 dias foi tempo suficiente para formar a primeira impressão sobre as nomeações de novos titulares de primeiro e segundo escalões, especialmente nas secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Governo e Gestão Estratégica (Segov).

Na Seinfra, a investidura de Eduardo Riedel anda no previsível compasso de quem já provou e comprovou sua capacidade diante de intrincados desafios que enfrenta há mais de seis anos, desde o primeiro dia de mandato de Azambuja. A expectativa maior residia na Segov, o miolo pensante que conceitua, implementa e monitora as ações, cuidando do desempenho programático e político nas ações de governo.

Ao tirar Riedel da Segov e alojá-lo na Seinfra, a Pasta operacional mais ativa na gestão municipalista e a que dá mobilidade e visibilidade a quem está na conta de ser o pré-candidato à sucessão estadual, Azambuja sabia da dificuldade de achar um substituto à altura. Por isso, cozinhou as ideias até achar o tempero que lhe parecia o melhor. E nomeou Sérgio Murilo Mota. Tinha seus motivos para fazer uma aposta tão arriscada.

VOCAÇÃO

As razões da escolha e os fatos que atestam a pontaria certeira de Azambuja somam-se aos resultados que, nos primeiros 10 dias de prova, demonstram a vocação do escolhido para empreitadas desse porte. Na primeira semana de trabalho Sérgio Murilo exibiu desenvoltura no leme da Segov. Com discrição e humildade, mas objetivo, desdobrou-se para dialogar, abrir e amadurecer entendimentos, ouvir, opinar e decidir.

Uma das demandas complexas foi ajustar os termos do acordo para convencer o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniências de Mato Grosso do Sul) a adotar uma trégua na escalada de reajustes do preço da gasolina e garantir, para isso, o congelamento da pauta fiscal do combustível. Nem é preciso dizer que a medida veio ao encontro das expectativas dos milhares de consumidores revoltados com as sucessivas altas de preços que a Petrobras vem impondo.

PRECEDENTES

Para entender a tranquilidade e a rapidez com que o novo secretário se encaixou no cargo, além de aferir as implicações políticas da escolha, basta fazer uma pequena incursão nos precedentes. Sérgio Murilo é formado em Engenharia Civil, estudou um ramo científico que lida com cálculos e procura sempre os caminhos seguros da exatidão e das soluções.

Essa formação, amadurecida na vida universitária e nos circuitos de conhecimentos e de convivência, põe os profissionais nos diversos ambientes políticos, sociais, econômicos e culturais. Com tais habilitações,Sérgio Murilo passou a fazer parte de atividades partidárias e movimentos sociais. Foi ele o coordenador das campanhas vitoriosas da deputada federal Rose Modesto (PSDB), a mais votada em 2020, depois de em 2019 ter levado a disputa pela prefeitura de Campo Grande para o segundo turno.
Também no ano passado, Sérgio Murilo encabeçou a chapa que venceu as eleições do Rádio Clube. Interessante considerar que nessa campanha ele conquistou apoio projetando no campo prático a possibilidade real de materializar aquilo que passou durante anos como um sonho nostálgico dos associados: retomar os bons tempos do clube. Fez um discurso realista, mas sem desfazer a onda romântica e saudosista que qualifica o conteúdo do vínculo associativo.

VER MAIS LONGE

Assim, na coordenação das campanhas de Rose e na eleição do RC Sérgio Murilo foi, além de organizador, o estrategista e o executor dos projetos vitoriosos. Teve, além do talento natural, a sensibilidade e o olhar de quem sempre vê mais longe. E foi por causa desses acúmulos que a própria Rose o indicou para a direção regional do Podemos. Com ele, e mesmo sem o peso financeiro e eleitoral das legendas mais fortes e antigas, o partido experimenta uma interessante evolução no Estado.

Nas eleições de 2020, além de dois prefeitos (em Aparecida do Taboado e Santa Rita do Pardo), o Podemos fez 36 vereadores no Estado, quando tinha menos de meia dúzia. Só na Capital foram três (Zé da Farmácia, Clodoilson Pires e Ronilço Guerreiro), número igual ao que foi eleito pelo PSDB, partido bem maior e mais poderoso eleitoral e politicamente.

E vale registrar o desempenho da candidata do Podemos à Prefeitura de Campo Grande na disputa do ano passado: a delegada Sidnéia Tobias surpreendeu, ficou em 5º lugar - com 19.103 votos (4,60% dos válidos) -, à frente de adversários com partidos e estruturas mais competitivas, como Márcio Fernandes (MDB), Ezacheu Nascimento (PP), João Henrique (PL), Marcelo Miglioli (Solidariedade), Dagoberto Nogueira (PDT), Guto Scarpanti (Novo), Cris Duarte (Psol), Marcelo Bluma (PV) e Paulo Matos (PSC).

Reinaldo Azambuja enxergou tudo isso. Pesou e metrificou distâncias, hipóteses e capacitações. Tangenciou a cadência gerencial neste último biênio de governo. E com a certeza de não ter prejuízo nem solução de continuidade, fortalece a cada dia a presença de Eduardo Riedel na Seinfra, enquanto a Segov cumpre o antigo papel que forneceu os elementos essenciais à solidez da uma gestão que é no Brasil uma das referências de enfrentamento e superação das crises.