15 de abril de 2021
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INVESTIGAÇÃO

Tacuru: 10 dias após decapitação, nem cabeça e nem suspeito são localizados

O suspeito do assassinato é um homem que vivia há pouco mais de 2 meses com a ex-mulher de Sergio; ela não sabe sobrenome e não tem fotos do atual

“Como é indígena é muito ruim de obter informações. Nós vamos levantar a qualificação. E a depender, vamos pedir a prisão dele”, explicou o delegado da Polícia Civil de Sete Quedas, José Wilson Ferreira da Silva, responsável pela investigação da morte do indígena Sergio Gimenez, de 27 anos, em 21 de fevereiro, numa trilha ecológica de Tacuru (MS).

O suspeito do assassinato é um homem, também indígena, que vivia há pouco mais de 2 meses, com a ex-mulher de Sergio. “Ele a visitava por causa da criança né, uma criança pequena que eles dividiam a guarda. Nós trabalhamos com a hipótese de que seja um crime passional, motivado pelos ciúmes do suspeito, já que a mulher mantinha boa relação com o ex”, esclareceu o delegado. 

A reportagem apurou que a mulher, mesmo vivendo com o homem em sua casa, não sabia seu sobrenome, não tinha nenhuma foto do suspeito, bem como não soube dizer à polícia qualquer pista que pudesse levar ao encontro do homem, que desapareceu da aldeia uma semana antes de o cadáver ser achado na trilha ecológica. O MS Notícias obteve informação que já no dia 18 de fevereiroo suspeito havia evadido da aldeia. “É comum no caso de indígena, é comum eles não terem informações sobre a identidade de quem vivem, não é um caso isolado”, explicou. 

Sobre a cabeça decapitada o delegado comentou que é, inclusive, com o achado do membro que as investigações podem acelerar, no entanto, ainda não foi achada. “A cabeça não foi localizada. Essa é uma das formas que poderíamos encontrar o autor, por meio de uma perícia da mesma”, destacou. 

OUTRO INVESTIGADOR

Quando localizado o cadáver, o responsável pelo caso era o delegado de Polícia Civil de Paranhos (MS) Edgar Punsky. Ao MS Notícias, Punsky apontou que tudo terá que ser apurado, pois, conforme apurou, havia também um bar próximo ao local onde o corpo foi achado. “É uma linha sim a situação passional, mas ocorre que mais situação são levadas em questão. O atual pode ter fugido assustado, mas vezes não cometeu o crime, mas como eles tinham conflitos né...”, introduziu.

Segundo Punsky, a suspeita é que a cabeça da vítima tenha sido carregada por algum animal. “Numa reserva, a suspeita é que alguma animal tenha pego o membro... até o final de semana faziam buscas ainda lá”, opinou. 

IDENTIFICAÇÃO 

Tatuagem no braço de Sérgio

Sérgio só pode ser identificado devido a uma tatuagem em seu braço que resistiu ao estado de putrefação em que o corpo já se encontrava. Ele desapareceu no dia 17 de fevereiro, quando saiu para visitar o filho, segundo a mãe, que o identificou no Instituto Médico Legal. 

Próximo ao cadáver também foi apreendido um machado, objeto que supostamente teria sido usado para cortar o membro.  

 

 

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