14 de junho de 2021
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Coração para e poeta Manoel de Barros da adeus

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Os amantes da literatura perderam na manhã de hoje, por volta das 8h05, o poeta Manoel Wenceslau Leite de Barros, mais conhecido como Manoel De Barros. Aos 97 anos, 98 em dezembro, o coração de Manoel parou após ficar internado em um leito de hospital. Nascido em Cuiabá (MT), em 1916, mudou-se para o município de Corumbá  e atualmente morava na capital sul-mato-grossense. Era advogado e fazendeiro, mas encontrou a verdadeira profissão nas palavras, trabalhando com o papel, o lápis ou então a máquina de escrever, instrumentos que traziam sua poesia para o mundo. Aos 19 anos escreveu o primeiro poema, mas desde adolescente revelou-se poeta, aos 13 anos, época em que morava no Rio de Janeiro, e onde permaneceu até formar-se na faculdade de Direito no ano de 1949. Alguns anos depois, tornou-se fazendeiro e se refugiou no Pantanal, lugar em que mais poesias surgiam. Atribuiu o anonimato a sua própria culpa, já que nunca procurou ninguém, não frequentou rodas nem mandou bilhete, como conta em um site, que traz suas releituras. Manoel teve diversas obras publicadas no Brasil, recebeu prêmios e publicou obras em Portugal, França e Espanha. Nos últimos seis meses, Manoel ficou fragilizado, e nos últimos dias não reconhecia mais ninguém, nem mesmo os parentes próximos. Durante os últimos meses, Manoel passou seus dias deitado em uma cama, ou sentado em uma cadeira de rodas, se alimentando por sonda e sendo auxiliado por enfermeiros. Hoje, deixa esse mundo, mas não deixa o coração dos milhares de amantes de sua obra, que por diversas vezes se identificaram com as frases escritas. “O tempo só anda de ida. A gente nasce, cresce, amadurece, envelhece e morre. Pra não morrer tem que amarrar o tempo no poste. Eis a ciência da poesia: Amarrar o tempo no poste” Tayná Biazus