28 de novembro de 2021
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Arte

Grupo utiliza técnicas de cinema dentro do teatro na Capital

Quase teatro

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Teatro é uma das mais antigas expressões da humanidade e sua realização é de suma importância para o desenvolvimento e compreensão da sociedade, desenvolvendo as emoções, as percepções. A cada espetáculo, é um mundo novo que se apresenta, onde a atmosfera do real e imaginário, diante do público se realiza no templo sagrado dessa arte: o palco.

O cinema surge no final do século XIX, de forma simples e sem grandes pretensões, apenas como um experimento realizado pelos irmãos Louis e August Lumiére, dois franceses que revolucionaram o mundo ao reproduzir através das telas, o que há de mais intrínseco no ser humano. 

Foto: Jéssica Carvalho

Sabe-se que o teatro é a base para atuação dramatúrgica cinematográfica. Porém, como seria o contrário? Técnicas de cinema aplicadas no teatro? É o que o grupo teatral "Falta Um" realiza há mais de um ano aqui na Capital.

Ao MS Notícias, o ator e jornalista, Tero Queiroz, 19 anos, diretor do grupo, explica que sua vivência cinematográfica foi fundamental para traçar essa linha de trabalho exercida pelo Falta Um, apesar de certa. “Nós somos um grupo que nasce da ideia de estudar o gênero cinematográfico dentro do teatro, pois sempre gostei de teatro, só que havia um preconceito da galera que faz cinema e teatro, dividindo assim a classe. Mas eu acredito que é algo que não tem que ser dividido, tem que ser estudado em conjunto por que ambos são artes, cênicas, que é a arte de estar interpretando, e sempre houve esse preconceito. Então a busca do grupo é mais para anular esse preconceito”, afirma.

Surgimento do grupo

Tero diz que a criação do grupo deu-se com a junção de alguns amigos na faculdade, onde cursa o quarto semestre de jornalismo. “Na faculdade eu identifiquei algumas pessoas que gostariam de estar se inserindo no mundo da arte. Apresentei a ideia e curtiram. Quando montei o grupo, não pensávamos que teria uma continuidade de fato. Fiz o grupo para apresentar apenas um espetáculo, mas como fluiu bem, a galera se interessou, a partir daí nasceu o Falta Um”, diz.

Foto: Jéssica Carvalho

 O nome

O diretor diz que o nome "Falta Um" surgiu por acaso, numa conversa com um dos integrantes. “Um dia conversando com um dos integrantes, pensei, e disse que iria se chamar Falta Um, por que veio na minha cabeça que Falta Um sempre está de braços abertos a receber novas pessoas. A ideia é agregar e trazer gente pra fazer um trabalho grande, legal, e passar essa energia pra galera e aprender muito com eles também”, relata.

 Trabalho novo chegando

O ator e diretor conta que o grupo se prepara para estrear um novo espetáculo, "Cérebro Edgar", e promete chocar e fazer o público refletir sobre inúmeras questões relacionadas a vida e ao amor. “Cérebro Edgar nasce de um trecho do livro Edgar E Seu Dedão, é um momento em que o personagem faz uma viagem pra dentro do seu cérebro e ele tem seus sentimentos materializados em pessoas, que é a raiva, a felicidade, a angústia, a coragem, atormentando a mente dele, o medo e um satanás totalmente caricato mesmo, de Edgar, é algo diferente e faz uma importante reflexão do amor e como ele é vivido nos dias atuais pela sociedade”, afirma.

Atualmente, os componentes do grupo são os atores Alessandra Tezza, Bianca Lyno, Dalton Flores, Henrique Kawaminami, Igor Matheus e Tero Queiroz.