18 de junho de 2021
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Maria Bethânia: 'Tenho ciúme do Chico Buarque, sou uma onça'

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Grande homenageada da 26ª edição do Prêmio da Música Brasileira, que vai acontecer em junho, Maria Bethânia gravou um vídeo, anteontem, na sede da Biscoito Fino, no Humaitá, em que responde a perguntas de jornalistas e fãs sobre seus 50 anos de carreira.

Bethânia começou o papo falando sobre a teatralidade de seus espetáculos. “Eu fazia shows em boates, adorava aquilo. Mas sempre fui mais intérprete do que cantora”, afirmou ela. “Aí veio Fauzi Arap, que me olhou e me entendeu. Criou um estilo com poesia e pude me expressar. Mas não imagino Nana (Caymmi) fazendo isso.”

E também deu sua opinião sobre os shows a que tem assistido. “Sinto falta de dedicação. Todo mundo quer fazer tudo muito rápido”, queixou-se. “Eu ensaio quatro, cinco meses. Tenho TOC, sou amalucada, obsessiva mesmo.” 

Um fã quis saber se Bethânia ainda andava de moto, como nos anos 70. E ela: “Quem me dera poder subir numa!”, disse, surpresa com a pergunta. “Sabe que eu tinha uma dourada? Amava descer a Avenida Niemeyer às três horas da manhã.”

Ela desistiu da moto por ordens de Mãe Menininha, sua guia espiritual.

“Ela disse para eu me livrar. E fiz. Sou obediente”. Bethânia em seguida falou sobre fé e religião: “Acho pleno o Candomblé. Tem dança, música, comida, natureza. É mágico.” 

A essa altura, José Maurício Machline já estava conduzindo o papo, e mudou de assunto. Quis saber da relação dela comChico Buarque. 

“Sou capotada por ele. Tenho ciúme como se ele fosse meu namorado. Sou um bicho ciumento, uma onça!”, contou. 

Um outro fã quis saber, por fim, seus livros de cabeceira.  “Não gosto de poesia antes de dormir, porque me agita. Gosto de ver filme sem som ou ler gibis. Tenho uma pilha deles”, contou. E adivinha quais são seus favoritos? “Adoro Luluzinha e Turma da Mônica”, disse.