14 de junho de 2021
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Poliglota dá dicas de como aprender novos idiomas sem sair de casa

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Anna Murakawa em Sydney onde mora atualmente
Reprodução / @annamurakawa.violin
Anna Murakawa em Sydney onde mora atualmente




No mundo moderno, não existem mais fronteiras. Graças à internet, a conexão com novas culturas e línguas é uma situação frequente e alcançável. "As pessoas que sabem mais de um idioma estão liderando os caminhos, pois conseguem se comunicar com mais eficácia, têm uma visão de mundo ampliada e estão abertas a entenderem diferentes culturas", explica Anna Murakawa, de 31 anos, violonista brasileira que fala fluentemente sete idiomas.

Murakawa vive atualmente em Sydney, na  Austrália , e o aprendizado de novas línguas foi de extrema importância para seguir seu sonho em estudar música, ajudando a abrir portas e alcançar sonhos. "Aos 17 anos, saí do Brasil para estudar violino na Bulgária, sem falar inglês e nem tampouco búlgaro. Passei por muitos momentos ruins e me senti humilhada diversas vezes, até que entendi o poder da comunicação e prometi a mim mesma que nunca mais deixaria de entender algo ou de ser entendida", lembra.

Murakawa, que atualmente fala português, inglês, búlgaro, francês, italiano, russo e espanhol, lista as cinco dicas principais para alcançar a fluência em pouco tempo.


1) Entenda os sons 

É preciso ouvir, entender, tentar dizer inúmeras vezes até acertar e continuar esse ciclo. O ser humano, naturalmente, adquire um idioma através do som. "Uma vez que os sons passem a fazer sentido para a pessoa, fica muito mais fácil conseguir assimilar as palavras e frases. Focar também na pronúncia irá acelerar o processo de aprendizado", conta a musicista. 

2) Amplie seu vocabulário com palavras em comum entre os idiomas

As palavras que têm a grafia e significados semelhantes são chamadas de cognatos. Elas existem porque, etimologicamente, têm uma origem comum. Entre o português e o inglês, por exemplo, existem um monte de palavras cognatas. Ou seja, um ponto positivo para aprender o idioma. "É preciso, apenas, entender os sons e em como essas palavras foram transformadas no idioma de estudo. Assim, em um piscar de olhos, o novo vocabulário já estará muito mais extenso", diz a poliglota, que já viveu também nos Estados Unidos.

3) Saiba qual é o seu vocabulário ativo

Após saber os cognatos, é preciso se perguntar quais são as palavras e frases que mais se usam no cotidiano. Um erro muito cometido é aprender, primeiramente, palavras que quase não são usadas e deixar as coisas que mais importam para depois. Dê prioridade para o vocabulário que faz sentido para aquilo que é usado na sua vida e, depois, amplie-o para outras palavras e expressões. "Estude essas palavras e essas estruturas gramaticais. Se eu sou violinista, de nada adianta eu saber falar 'girafa', 'hipopótamo' e outras palavras que eu não falo nem no português ao longo do meu dia a dia. Eu preciso focar, antes, em saber falar 'música', 'violino', 'escutar', 'comer', 'andar', entre outras ações e temas básicos da minha vida", reforça Murakawa, que já morou em quatro continentes diferentes. 

4) Seja consistente durante o aprendizado

Se está estudando um idioma uma vez por semana, saiba que está aprendendo da maneira errada. "Quando aprendemos algo hoje e deixamos para revisar só depois de uma semana, a porcentagem de retenção desse conteúdo é muito baixa. Melhor estudar 10 minutos por dia do que 3 horas em um sábado. É como tomar banho, você tomar um banho hoje não significa que você não vai precisar de banho amanhã", explica. 

5) Se jogue em filmes, livros, vídeos e podcasts

Grande parte das pessoas já ouviram essa dica antes, mas o mais importante quando se está começando a aprender um idioma é que a pessoa consuma coisas relacionadas a tópicos que ela goste e já conhece. "Na primeira vez, você vai entender uma palavra, depois duas, e assim por diante. Isso faz parte do processo, mas você já vai saber o contexto e isso vai te ajudar a compreender o idioma e as estruturas gramaticais de uma maneira muito mais rápida", finaliza a especialista.

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Fonte: IG Turismo