22 de abril de 2021
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Música

Tocando de bar em bar, músico tira sustento e mostra profissionalismo

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Estudos musicas, termo comum entre músicos e artistas é se dizer o quão necessário é se estudar uma tablatura e os "tempos musicais de uma música"...

Campo Grande traz muitos artistas que nunca se quer estudaram uma tablatura, porém tocam e cantam com excelência, o que explica tal fenômeno? E os artistas mais simples que tocam em bares será que esses se interessam por estudos musicais?

O personagem abordado se chama Rafael Castilho (26), campo-grandense inicia sua paixão por música ainda na infância, começa a tocar aos  oito anos de idade e a partir daí nunca mais para... "Eu aprendo a gostar de música ainda muito novo, e tinha meus avôs que tocavam, algo mais raiz; Tião carreiro e Pardinho, e logo me apaixono pela música", declara Castilho.

Rafael que atualmente vive apenas de música, tira o  sustento todo tocando em bares da Capital e o artista afirma estudar muito para isso, "Estudo música desde os quatorze anos, isso já profissionalmente, aprendi a gostar de vários estilos por isso toco o que o povo gosta", esclarece.

E os artistas de bares tocam uma mistura de MPB, Pop, sertanejo, reggae e muitos outros estilos, "eu aprendi a amar a música quando ouvi a primeira vez Legião Urbana e quando escutei Djavan tive certeza de queria viver para a música", ressalta Rafael emocionado.

Agenda musical

Foto: Tero Queiroz/MS Notícias 

O artista campo-grandense atualmente cumpre uma agenda de mais de 15 shows por mês,  já levou seu som muitas cidades do interior e até para Florianópolis, no ano de 2013 quando fez uma turnê musical levando seus Pockets Shows, que segundo Castilho é o estilo mais pedido por bares e eventos de pequeno porte, "Fui a Florianópolis cheguei lá toquei sertanejo, a primeira vez, lá tive que aprender mais o MPB, que a cultura de lá pede mais isso, e creio que voltei de lá "mais MPB", destaca sorrindo o rapaz.

E viver dos shows em bares parece não ser tão complicado assim, segundo Rafael castilho se você tem o material de qualidade os donos de bares vão comprar seus shows, "É preciso amar a música e estudar muito tablaturas, melodias, harmonia musical e o canto... Digo isso por que você vai precisar tocar de tudo, tem que estar preparado", reforça Rafael.

Aprimorando

Castilho fez cursos profissionalizantes na área musical, sem o apoio de grande parte da família apenas apoiado pela mãe Cristiane Quintino (44), o artista acredita em um dia ser reconhecido nacionalmente por seu trabalho, "é claro meu sonho é ser reconhecido nacionalmente, mas por hora preciso estudar e tentar entender ao máximo essa profissão que amo tanto", explica o rapaz.

Foto: Tero Queiroz/MS Notícias 

Dono de uma característica própria no timbre vocal, Rafael sustenta a qualidade artística também como compositor, atualmente com 200 músicas autorais escritas o rapaz espera uma única oportunidade para brilhar, "Eu mando para a produtora para registar de 30 em 30, quero registrar todas as músicas, para esperar o momento certo", afirma empolgado o rapaz.

Ao lado dele nos bares Michel Felipe Gomes (23), percussionista, já tocou em grande escola de samba em Corumbá, também vive apenas de música, tocando bares com Rafael.

Possível se ver um preparo incrível de um artista que toca em bares da Capital, muitas vezes surpreendendo até mesmos os magistrados na área. Rafael deixa uma mensagem para quem quer iniciar sua carreira começando a tocar nos bares, "Faça o som que você gosta e que agrade o maior número de pessoas possível, estude, ensaie muito para isso, por que apesar de pequeno o seu material tem que ser único e de maior qualidade", finaliza.

Pra uma outra pauta, nossa discussão não para e vai para cima de; "como se viram os artistas que nunca estudaram música mais tocam intuitivamente por aí?"...