24 de setembro de 2021
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ENGENHARIA

Torre de bambu é invenção capaz de matar a sede em países subdesenvolvidos

Na África, parte da população de baixa renda passa de 4 a 6 horas por dia em busca do líquido

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O arquiteto Arturo Vittori desenvolveu a Warka Water Tower, torre de cerca de 10 metros de altura feita de materiais biodegradáveis encontrados nas regiões em que é construída e capaz de coletar até 100 litros de água. Em países de terceiro mundo é comum a busca diária por água potável. Na África, parte da população de baixa renda passa de 4 a 6 horas por dia em busca do líquido para matar a sede. 

Warka é o nome de uma figueira gigante encontrada na Etiópia, considerada sagrada por forncer sombra, comida e servir como locar de reunião para os habitantes. O projeto que foi apresentado durante a Bienal de Veneza em 2012 já possui diversos protótipos produzidos e instalados no sul da Etiópia, sendo monitorado desde 2015. Foi na Etiópia inclusive, que Arturo presenciou a dura rotina de aldeões que diariamente buscam por água em fontes e lagos frequentemente contaminados.

Vittori propôs, então, um sistema leve, barato, de fácil construção e sem necessidade de infraestrutura, feito basicamante de bambu e um material de poliéster no interior. Nesta estrutura, o vapor de água atmosférico vindo da chuva, neblina ou orvalho é condensado contra a superfície fria da malha, possibilitando a formação de gotículas de água líquida. Um toldo de tecido que sombreia a parte inferior da torre evita que a água evapore. A depender do tempo, a torre é capaz de fornecer até 100 litros de água diariamente e os próprios moradores podem operar as torres.

A construção de uma Warka Water Tower custa entre U$500 e U$1.000 dólares e busca ajudar diferentes comunidades isoladas de regiões como Haiti, Madagascar, Colômbia, Índia, Sumba, Camarões e até o Brasil.

Fonte: Casa Cor