OPERAÇÃO BURACO SEM FIM
MPMS e Gaeco apreendem R$ 429 mil e investigam fraude em contratos de R$ 113 milhões em Campo Grande
Esquema envolve contratos de manutenção de vias urbanas na Capital
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), apreendeu R$ 429 mil em dinheiro vivo durante a Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada na manhã desta terça-feira (12.mai.26), em Campo Grande.
A ação contou também com a participação da Unidade de Apoio à Investigação do CI/MPMS e da 31ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público da Capital. Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 10 mandados de busca e apreensão no município.
O coordenador do serviço de tapa-buraco de Campo Grande, Edvaldo Aquino, o engenheiro Mehdi Talayeh, da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), e o diretor-presidente da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), são investigados na operação.
Segundo o MPMS, R$ 186 mil foram encontrados na casa de um servidor investigado. Em outro imóvel alvo da operação, os agentes apreenderam R$ 233 mil em espécie.
As investigações apontam a existência de uma organização criminosa que atuava fraudando a execução dos serviços de manutenção de ruas, por meio da manipulação de medições e da liberação de pagamentos indevidos.
De acordo com o Ministério Público, os pagamentos realizados não correspondiam aos serviços efetivamente prestados, o que teria permitido desvio de dinheiro público, enriquecimento ilícito dos investigados e prejuízos à qualidade das vias públicas.
Levantamento do MPMS aponta que a empresa investigada acumulou, entre 2018 e 2025, contratos e aditivos que somam R$ 113,7 milhões. A operação decorre de investigação sobre crimes contra a administração pública e delitos correlatos.
