17 de setembro de 2021
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JÁ ESTÁ VALENDO | ALTAS TARIFAS

Governo Bolsonaro aumenta tarifa e conta de luz fica 50% mais cara

No mês de junho a energia elétrica já havia sofrido um forte reajuste de mais de 50%

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A conta de energia elétrica aumentou novamente a partir da quarta-feira (1°.set). O governo de Jair Bolsonaro (sem partido) reajustou a bandeira tarifária que cobrava R$ 9,49 por cada 100 kWh consumidos, passando o valor para R$ 14,20. A alta é de 49,6%.

No mês de junho a energia elétrica já havia sofrido um forte reajuste de mais de 50%, passando de R$ 6,24 por cada 100 kWh para os atuais R$ 9,49.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o aumento que entra em vigor elevará em média 6,78% as contas dos consumidores domésticos no país, embora o percentual varie de acordo com o local do fornecimento.

Na região metropolitana de São Paulo, a Enel, concessionária responsável pela distribuição de luz, no último aumento, em junho, subiu a tarifa acima da média nacional, impondo aos paulistas que vivem na Grande São Paulo um reajuste de 11,58% na ocasião.

Em Mato Grosso do Sul o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) zerou o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente na conta de energia elétrica sobre o momento da chamada 'bandeira vermelha'. Sancionada na quinta (26.ago.21) a Lei 238/2021 passou a valer ontem, 1º de setmebro, quando o governo federal aumentou os pela segunda vez a energia em quase 50% do valor.  

O Governo Bolsonaro justifica que os sucessivos aumentos no preço da eletricidade no país têm como um dos motivos a falta de chuvas, na que já é considerada a pior estação úmida nos últimos 91 anos, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). 

Para alguns especialistas, a crise atual também é fruto de má gestão dos reservatórios das usinas nos últimos anos.

INFLAÇÃO NAS ALTURAS

Os gastos dos brasileiros só têm aumentado durante o governo Jair Bolsonaro. Para se ter uma noção do descontrole dos preços, só em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) marcou 0,89%, o maior desde 2002, além de 9,3% no acumulado dos últimos 12 meses. Vivem em condições precárias por conta da perda de poder de compra, a população com menor renda vem deixando de comer arroz, feijão, carne, peixe e outros itens.

Os números da alta de preços são impressionantes: 12,29% nos ovos, 17,15% no café; 31,31% nas carnes, 36,89% no arroz, 78,75% no óleo de soja, 31,11% no gás de cozinha, 39,12% na gasolina, 52,77% no etanol e 20,86% na conta de luz, resultando num aumento de 33% no gasto geral dos trabalhadores.  (FÓRUM).