28 de outubro de 2020
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DEPRESSÃO ECONÔMICA

Histórico: Brasil bate recorde, são 13,1 milhões de desempregados

É a maior marca da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua

A reabertura de comércio e serviços em meio à pandemia intensificou o aumento do desemprego no Brasil, que bateu recorde e chegou a 13,8% (13,1 milhões de desempregados) no trimestre encerrado em julho. É a maior marca da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que calcula a desocupação oficial do país e teve início em 2012.

De acordo com o instituto, houve crescimento de 1,2 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, de fevereiro a abril. Na época, a taxa estava em 12,6%.

VEJA ABAIXO A PESQUISA NA ÍNTEGRA: 

Além do desemprego recorde, a taxa de subutilização também foi a maior da história, iniciada em 2012. É considerado subutilizado quem está desempregado, trabalha menos do que poderia, não procurou emprego mesmo estando disponível para trabalhar ou quem procurou emprego, mas não estava disponível para o cargo.

A alta do desemprego acontece quando o país passa a sentir com mais força a flexibilização do isolamento social imposto em todo o Brasil como forma de conter o avanço do Covid-19. O primeiro óbito conhecido de Covid-19 no país ocorreu no dia 17 de março. A partir daí, com o avanço da doença, o país promoveu o fechamento de bares, restaurantes e comércio como forma de combater a pandemia.

Na semana passada, o IBGE divulgou dados da Pnad Covid, pesquisa de caráter extraordinário criada para calcular os efeitos da pandemia no mercado de trabalho. Os dados, porém, não podem ser comparados à Pnad Contínua, que traz os números oficiais do desemprego no país.

Na divulgação de agosto, o IBGE apontou que o desemprego no Brasil aumentou 27,6% em quatro meses de pandemia. Em maio, a população desocupada era de 10,1 milhões, número que passou para 12,9 milhões em agosto.