21 de abril de 2021
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Filha presa: "ganha dez salários mínimos por mês de pensão", diz cantor Belo

A filha de Belo teve o pedido de liberdade provisória negado nesta quinta-feira pela Justiça

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O cantor Belo disse em entrevista para a revista Quem que sua filha estudante de Odontologia Isadora Alkimin Vieira, de 21 anos não precisava se envolver em crimes para obter dinheiro, pois ele paga dez salários mínimos de pensão a ela — pelo menos R$ 10.450. ‘‘Ela faz faculdade, está no terceiro período. Mora com a mãe, ganha dez salários mínimos por mês de pensão que eu pago. Vou fazer o que for preciso para ajudar minha filha’’, respondeu.

A jovem foi presa na 4ª-feira (11.nov.2020) na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro, com outras 11 mulheres suspeitas de integrar quadrilha que aplica golpes bancários por meios eletrônicos.

Belo, que tem outros três filhos e três netos, contou que nunca faltou nada para Isadora. “Não tenho o que falar, não consigo falar nada. Primeiro preciso entender. O advogado (que ele contratou para ajudar a filha) está entrando no processo. Ela mora em São Paulo e estava aqui no Rio. Eu nem sabia! Minha mãe tem 80 anos, mora comigo, estou saindo da Covid-19 hoje. A última vez que ela esteve aqui na minha casa foi no Carnaval”, contou à revista.

A filha de Belo teve o pedido de liberdade provisória negado nesta quinta-feira pela Justiça, que converteu a sua prisão em flagrante em preventiva, numa audiência de custódia.

O Ministério Público pediu a prisão preventiva para as 12 mulheres, mas a juíza Ariadne Villela Lopes concedeu prisão domiciliar a cinco delas, algumas por serem mães de crianças menores de 12 anos e outras por terem alguma deficiência física. Isadora Vieira ficou entre as que permanecerão presas.

Investigadores da Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) receberam uma denúncia anônima indicando um apartamento na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio como uma espécie de quartel-general da quadrilha. Baseado nas informações recebidas pelos policiais civis, o processo que foi aberto descreve a quadrilha como uma ‘‘organização engajada, articulada, extremamente organizada e hierarquizada’’. Afirma ainda que foi observada uma ‘‘estrutura de logística montada com notebooks, celulares e, inclusive, havendo um motoboy que realizava a função de arrecadar os cartões de crédito das vítimas’’.

PASSADO DO BELO 

Em 2004, Belo foi acusado e, em seguida, condenado a cumprir oito anos de cadeia por tráfico de drogas, associação para o tráfico e porte ilegal de armas. O cantor foi encontrado em um esconderijo. Belo ficou um tempo preso em regime fechado, no Rio. No entanto, a partir de 2006, o pagodeiro passou a cumprir a pena em regime semiaberto.