23 de setembro de 2020
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PRAZER

Anorgasmia: por que chegar ao orgasmo é difícil para tantas mulheres

Machismo e outros problemas influenciam repressão contra o prazer feminino no Brasil e no mundo

O orgasmo feminino segue um mistério para a ciência, e embora as mulheres falem cada vez mais sobre seu prazer, ele é raramente lembrado em discussões coletivas sobre sexualidade e intimidade. Segundo reportagem 
do O GLOBO com Independente há uma explicação. Conforme estudo americano publicado no “Journal of Sex & Marital Therapy”, cerca de 60% da população mundial feminina têm anorgasmia – nome dado para a dificuldade de chegar ao orgasmo. A pesquisa também mostra que essa disfunção sexual é mais comum em mulheres. Além disso, muitas não sabem como é o orgasmo feminino e não têm certeza se um dia já chegaram lá. 

Mas como a mulher pode saber se teve um orgasmo? 

Segundo a anotomia humana, ao ter um orgasmo, vários membros do corpo apresentam reações involuntárias.  O mamilo fica endurecido, automaticamente a vagina e o útero contraem-se; a vagina fica mais lubrificada; a vagina vai se contraindo até finalmente atingir o orgasmo; o orgasmo não dura mais que alguns segundos, mas, de acordo com a ciência, a mulher saberá quando acontecer; ao final, a vagina relaxa e sofre pequenas contrações involuntárias;

A demora em iniciar estudos científicos sobre o orgasmo feminino é um dos principais fatores à ser considerado, já que diferentemente, o orgasmo masculino é estudado há mais de um século. Mas o prazer das mulheres só chegou ao debate científico em 1992, em estudo pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos da América (EUA). 

O Sistema de Saúde Britânico (NHS, na sigla em inglês) define o orgasmo com a sensação de prazer intenso que acontece durante a atividade sexual. Nada mais básico. Muitos países, entre eles o Brasil, não colocam a educação e a saúde sexual e reprodutiva no currículo escolar.

O silêncio ao debate público relacionado a anatomia feminina deixa as mulheres em sua grande maioria reprimidas. A situação se agrava ainda mais pelas pressões religiosas.  

Segundo a reportagem, há relatos de mulheres que em determinados momentos, ao atingirem um prazer maior na relação, chegam a achar que possuem algum 'problema de saúde',  

O jornal explica que isso é fruto do machismo estrutural, que também impede os homens de conhecerem o funcionamento do corpo e do desejo feminino.

Atualmente a ciência divide a dificuldade em atingir o orgasmo em dois tipos: o primário, que é quando uma mulher nunca chegou ao clímax, e o secundário, quando ela já atingiu o orgasmo, mas deixa de conseguir fazê-lo. Há até mesmo um termo para a dificuldade de chegar ao orgasmo: a anorgasmia.

Há outros fatores que auxiliam nas complicações enfrentadas pelas mulheres para chegar ao prazer maior. (VEJA AQUI). 

Fonte: O Globo com Independente.