26 de julho de 2021

SUCESSÃO ESTADUAL

Pré-candidatura de Riedel ganha novo impulso com coesão partidária

PSDB consolida processo de unificação interna em torno do secretário de Infraestrutura

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Sem desafios políticos ou competitividade para decolar, a pré-candidatura de Eduardo Riedel ao governo de Mato Grosso do Sul é fato consumado dentro do PSDB, partido do tucano que hoje comanda a Secretaria de Infraestrutura, na gestão de Reinaldo Azambuja. 

Entretanto, além de abrir espaços e vir colecionando avanços significativos, o nome de Eduardo Riedel representa uma concepção visionária do governador Reinaldo Azambuja, líder maior da legenda e de uma gestão que se diferencia no Brasil. Isso se dá pela capacidade de se antecipar ao futuro com a vitoriosa estratégia de governabilidade. E estas razões aceleraram o entendimento que faltava para consolidação do projeto sucessório.

BUSCA DA COESÃO

A unidade em torno de Eduardo Riedel se cristalizou com o entendimento definitivo que veio plasmar, sem necessidade de engessamentos forçados, todas as correntes tucanas na perspectiva de um caminhar compacto e coeso. A mais forte e mais ativa dessas correntes é a que segue a liderança da deputada federal Rose Modesto. 

Com o forte argumento das urnas - foi a campeã de votos para a Câmara em Mato Grosso do Sul em 2018 e levou a sucessão campograndense ao segundo turno em 2016 -, ela conquistou a condição para reivindicar o direito de continuar sendo a alternativa partidária nas próximas disputas. Um direito que numa organização com líderes e liderados encontra limites no momento em que está em jogo a unidade de todas as células desse organismo, cujo líder maior é Reinaldo Azambuja.

Mesmo depois de lançada pelo governador, que a submeteu à decisão partidária, a pré-candidatura de Riedel vinha caminhando como se faltasse uma perna, exatamente a que sustentava a necessidade de um "Plano B". Isso gerou diante da opinião pública a ideia de que Rose Modesto poderia fazer de suas excelentes votações o argumento determinante para firmar-se como a solução tucana mais competitiva. 

Essa dualidade começou a causar pequenas, mas incômodas ranhuras no projeto, até que nos últimos dias as vozes mais influentes da legenda, corroboradas por aliados leais, se convenceram da necessidade inquestionável e urgente de chamar o conjunto partidário para lacrar o entendimento e a unicidade como pilares centrais das ações de fortalecimento e amplificação da uma única pré-candidatura, a de Eduardo Riedel.

Os efeitos desse diálogo unificador logo se fizeram notar. Cessaram, por exemplo, as movimentações dispersivas que sugeriam ou incentivavam a busca de um "Plano B" e as lideranças do PSDB acenam e atuam com o compromisso de levar adiante a pré-candidatura de Riedel, tendo a deputada Rose Modesto no bloco dos principais fiadores desse processo. 

Com isso, o ninho fica pacificado, fissuras fechadas e toda a militância trabalha um projeto único. Não é uma conjuntura que agrada os eventuais adversários - aliás, é um contexto que tende a oferecer novas doses de apoio e adesões para vitaminar o nome de Riedel e garantir a capilaridade para desembarcar em 2022 ainda mais competitivo e capacitado para o embate eleitoral.