18 de maio de 2021
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CASO HENRY BOREL

Babá revela, em sete horas de depoimento, que mentiu a pedido dos patrões

Thayná admitiu mentiras dela e da faxineira Rose, que conversaram com advogado de Jairinho dois dias antes de deporem

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Desde a tarde de 2ª feira (12.abr.2021), até a madrugada de hoje (13.abr.2021) aconteceu o segundo depoimento da babá Thayná Ferreira, 25, que confirmou ter mentido em sua primeira declaração à polícia, por pedido de Monique Medeiros. Segundo apurado pelo Jornal da Globo, a funcionária da família relatou dois episódios de agressões do padrasto - o vereador Dr. Jairinho (SOLIDARIEDADE) - contra Henry.

Conclusão do laudo, que reproduziu a morte do menino Henry, aponta que o menino já estava morto havia ao menos uma hora quando foi retirado pela mãe e o padrasto do apartamento. Os peritos chegaram nesse resultado após análise das imagens do elevador, que indicavam 4h09min do dia 08 de março.

Foram mais de sete horas de depoimento onde Thayná confirma que Henry Borel, 4, era agredido dentro de casa pelo namorado da mãe, o vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (afastado do Solidariedade). Segundo informações da folhapress a babá relatou o medo de retaliações, ao aceitar dar uma primeira versão combinada com os ex-patrões

Graças às investigações da Polícia, foi descoberto que um mês antes da morte da criança ela [Thayná] trocou mensagens com a mãe de Henry, a professora Monique Medeiros; Thayná contou que as agressões aconteciam no apartamento em que a família morava, na Barra da Tijuca, e que Monique orientou que a troca de mensagens por celular fosse apagada.

Ainda ontem (12.abr), a Justiça do Rio de Janeiro negou pedido de habeas corpus da defesa do vereador e da professora Monique Medeiros. Ambos foram presos temporariamente na 5ª feira (08.abr.2021) - por 30 dias -, sob suspeita do homicídio qualificado de Henry, após decisão judicial favorável a representação movida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

MENTIRAS

Juntas, a babá e a faxineira, Leila Rosângela Mattos, 57, tiveram um encontro com o advogado de Dr. Jairinho dias antes de prestarem depoimento à polícia. Foi Thayná quem disse à polícia que Rose também mentiu. Ambas contaram que a irmã do vereador pediu que fossem ao escritório de André França Barreto no dia 18 de março.

Investigações concluíram que as duas estavam dentro do apartamento, no dia 12 de fevereiro, quando o vereador Dr. Jairinho (expulso do Solidariedade) teria agredido o menino no final da tarde.

Nesse mesmo dia a babá enviou mensagens para Monique, baseadas em relatos do próprio Henry, com relatos das agressões.