27 de fevereiro de 2024
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Uma questão de análise

A difícil arte de ser coadjuvante

A difícil arte de ser coadjuvante

Os principais momentos da sua vida você não viverá como protagonista, mas sim, como coadjuvante. O nascimento dos seus filhos e todas as suas conquistas; as grandes festas e os encontros memoráveis; as transformações políticas e culturais; os eventos artísticos; mas sobretudo, e acima de todos os eles, as experiências amorosas. Reivindicar o protagonismo nessas cenas ou em outras semelhantes é perder o que elas tem de mais importante para nos dar: o direito a deixar de sermos nós mesmos. Isso é algo que aprendemos a duras penas nos atendimento psicológicos e psicanalíticos: ser “eu mesmo” cansa e, geralmente, leva a algum tipo de sofrimento. Vivemos cansados de ser si mesmo e tudo o que isso implica: responder às demandas dos outros, sustentar que seguimos em pé quando sentimos vontade de ruir, oferecer nosso sucesso como imagem social mesmo quando queremos a roupa confortável e o conforto da cama bagunçada. É difícil estar sempre disposto a bancar a imagem que querem de nós, e por vezes a vida nos cobra que troquemos de pele, de cara e de adereços.

No final das contas acaba sendo muito pobre o discurso repetido nos realitys shows e nas discussões vividas no ensino médio de que “ao menos estou sendo eu mesmo”. A autenticidade pode ser interessante, mas ela não é nada se comparada à capacidade de deixa-se transformar pelos outros e de doar-se. E isso o amor ensina: não há experiência digna de ser chamada de amorosa sem doação. Por vezes, o amor se confunde com caridade, com a dádiva da concessão, com a humildade implícita no ato de ceder. E, se ser “eu mesmo” pesa, o alívio vive e respira nas experiências em que deixamos o “eu” de lado em nome de algo maior, ou de alguém que o valha. O filme é maior do que os seus atores, o ensino é maior do que os professores, a arte está acima do artista, assim como o próprio amor é muito mais do que os seus amantes. O “eu” é importante, sem dúvidas, ele é a porta de entrada da realidade, sem ele não há relação. Mas se ele ocupa todo os espaços da casa, o ar se torna irrespirável, se ele enrijece suas formas de ser acaba não permitindo ser moldado pelos tempos. Até mesmo as pedras entenderam que o melhor modo de existência é deixar de ser idênticas a si mesmas para permitirem que o mundo lhes dê novas formas.

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