27 de fevereiro de 2024
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Uma questão de análise

Qual o lugar das crianças?

Qual o lugar das crianças?

“Não gostamos de crianças”, dizia o jovem casal, dividindo opiniões no meio da tarde ensolarada de domingo. Pequenas nuvens começaram a se formar no coração dos pais e mães presentes na conversa, antes animada. “Acho que vem tempestade”, disse o olhar daquele casal que já se sente pronto para a paternidade, mas que ainda não tiveram a sorte de ter sua criança. Talvez seja só nuvem passageira, disse a senhora que já vira outras vezes o sol se abrir em meio ao mau tempo.

Mas deixando as intempéries de lado, há que se avaliar a situação por dois ângulos distintos, os quais não deixam de ter e de perder a razão. Por um lado, cabe aos pais lutarem para que seus filhos sejam considerados sujeitos plenos de direitos. Faz-se imprescindível e, até certo ponto, obrigatório, que pais e mães tenham que adaptar o mundo de acordo com as necessidades de suas crianças. E isso não quer dizer apenas recolher dos ambientes os objetos que podem vir a impor um risco, tampar tomadas, bloquear acessos a possibilidades de queda e afins. Vai-se além, pois é importante se assegurar também de que a alimentação oferecida nos lugares contemple o gosto e a dieta delicada dos pequenos; que eles não sejam expostos a programas ou estímulos visuais inadequados para a sua capacidade de elaboração e vivência do ambiente; que haja distrações adequadas para que eles mantenham-se ocupados; que os horários não exijam deles mais do que podem oferecer em termos de resistência; e que haja condições de descanso razoável para que se restabeleçam, se assim for o caso. São cálculos que pessoas que não convivem com crianças raramente fazem, e que não hesitariam em culpar os respectivos pais caso eles fracassassem nessa avaliação.

Por outro lado, retirando a superfície do discurso que soa à agressão gratuita (como o dedo em riste que aponta para alguém como o alvo de uma rejeição), há uma questão a ser também escutada: as adaptações feitas ao mundo para que uma criança esteja confortável não podem e não devem ser plenas. Há um nível de frustração que deve crescer progressivamente e que as crianças precisam aumentar gradativamente a sua exposição. O casamento da amiga precisa comportar crianças, como seres que possuem direito à existência e a ocupar espaços públicos, mas as crianças também precisam negociar os limites da necessidade do outro e que, assim, o casamento não vire uma festa infantil. E nisso há uma parcela significativa de fracasso nas parentalidades contemporâneas: sentimo-nos cada vez menos aptos a suportar a frustração infantil, em tirar-lhes do centro da existência terrena, em não impor o seu mundo à realidade que os cerca. Que pessoas, hoje, sintam-se no direito ou na exigência de dizerem “não quero fazer parte do mundo infantil” é, na verdade, um sintoma de que estamos passando muito rapidamente de um mundo em que crianças não tinham lugar para a exigência de que todo lugar lhes pertença. A frustração de ambos precisa ser negociada.

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