25 de novembro de 2020
Campo Grande 34º 23º

ÁGUA NO JOELHO

Em Aquidauana, pesquisa aponta que vantagem de prefeito está em queda

Tendência de polarização entre Odilon e Viviane já é visível e põe tucanos em alerta

Se for mantida até às eleições a tendência apontada após duas amostragens da Ranking Comunicação e Pesquisas, a sucessão em
Aquidauana será polarizada entre o prefeito Odilon Ribeiro (PSDB) e a médica Viviane Orro (PSD). Esta é a projeção lógica que se revela nos números dos levantamentos registrados na Justiça Eleitoral, segundo os quais dentre quatro possíveis candidaturas duas não conseguiram decolar ainda – as de Yussef Saliba (MDB) e Joaquim Passos (PP) -, enquanto Ribeiro perdeu e Viviane aumentou as intenções de voto na mesma proporção.

Na pesquisa mais recente, feita entre os dias 7 e 10 deste mês com 400 eleitores (as), a simulação de um confronto direto mostra Odilon com 46,50% e Viviane com 26,25%, tendo 27,25% de eleitores que não responderam, não souberam responder ou estavam indecisos. É uma larga diferença ainda, mas já foi maior. Há menos de dois meses, no período de 14 a 16 de março, o prefeito tinha 48,33% e a médica 18,67%, com 33% de indecisos, não sabem e não responderam.

 Viviane Orro, médica e pré-canditada à prefeita. Foto: Reprodução

A diferença, que era de 29,66%, agora caiu para 20,25%, à medida que 5,75% deixaram de fazer parte do grupo dos eleitores indecisos e dos que não sabem ou não responderam à entrevista. Na espontânea de março e com mais de quatro candidaturas mencionadas, Odilon tinha 36% e Viviane 9%. Ele agora vem com pontuação menor (32,25%) e ela cresceu para 12,50%.

Outro aferidor do quadro sucessório é o ranking das candidaturas com a maior taxa de rejeição. O mais rejeitado hoje, conforme a pesquisa, é Joaquim Passos, com 13,25% . A seguir estão Saliba, com 10,50%, Viviane (8%) e Odilon (7%), ao passo que 61,25% não sabem ou não
responderam. Na análise comparativa, um dado chama a atenção: na amostragem de março, entre cinco candidaturas a de Viviane era a
terceira com a mais alta rejeição: 13,67%. Agora ela tem 8%, tecnicamente empatada com Odlon (7%).

Na amostragem de maio a Ranking elaborou quatro simulações da disputa. Com registro Nº MS-03944/2020 na Justiça Eleitoral e 400 entrevistas entre os dia 7 e 10 deste mês, o instituto adotou um intervalo de confiança de 95% e 4,85% na margem máxima de erro, para mais ou para menos.