19 de abril de 2021
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'VIDA E REALITY'

"Xenofobia: a gente vê por aqui": país rumina os discursos de ódio

Para distrair o Brasil de sí mesmo, o maior laboratório social com câmeras de vigilância está no ar e - obviamente- rendendo o que falar. Como forma de repetir uma ação que traz visibilidade e audiência para o reality, que lutava para sobreviver, junto com ilústres desconhecidos, gente de renome passou o portal e está trancada. Entre quatro paredes e dividindo privacidade com "estranhos", é claro que as coisas não iam bem. 

Lá dentro, quem aqui fora é tido como representante de menores, voz de classe, faz de tudo para manchar, rasgar e denegrir a própria imagem. Há quem ergue bandeira só da porta pra fora e quem ainda lutava com canções sobre empoderamento que, de forma tóxica, destrói psicológicos. 

Ainda o "B" esquecido da sigla é apontado como "aproveitador", sendo que só queria sentir no calor do momento a manobra que até salva vidas. Mas além disso, a "reservadinha" já tinha até sido xenofóbica. 

Aqui fora, o capitão, que se encontra em outra posição de visibilidade e aparentemente não teria nada a ver com a concorrente da espigona e meia, age com o mesmo tipo de xenofobia, sendo que as terras tupiniquins que governa tirava muito proveito das relações de comércio e sociais com os amigos de uma das civilizações mais antigas do mundo. Está tão atrelado aos mitos que não entende, com medo do demônio vermelho do comunismo, que não enxerga seu caminho como líder. Molda outros, igual aos confinados que já tinham o foco antes, não vêem a merda que fazem.