22 de junho de 2024
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Boletim Do Dia

JBS cria duas novas plantas de processamento de carne ao custo de R$ 1 bi ao ano

Com novas plantas, indústria eleva capacidade de abate para 40 mil cabeças/dia

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FIPPPA é novo ponto de encontro da cadeia de proteína animal

Respaldada em sua vasta experiência na organização de eventos setorizados, a Gessulli Agribusiness, organizadora da AveSui América Latina, e a G5 Promotrade, organizadora da Tecno Food Brazil, uniram esforços para criar um novo ponto de encontro para a cadeia de proteína animal. Um evento inédito, completo e horizontal, que envolve desde a produção ao processamento, do campo à mesa. AveSui e Tecno Food Brazil se unem e agora são a Feira Internacional de Produção e Processamento de Proteína Animal - FIPPPA, que terá sua primeira edição em Curitiba, Paraná, nos dias 28, 29 e 30 de Abril de 2015 no ExpoTrade Convention Center. 
A Feira será realizada de forma bienal, atendendo assim uma antiga reivindicação de representantes dos mercados de aves, suínos e leite e que pediam um evento coeso, completo e bienal. Com apoio da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e outras das principais entidades destes setores, a FIPPPA marca a união de esforços de duas empresas conceituadas na organização de feiras de grande porte para que visitantes e expositores possam multiplicar seus negócios. 
Fonte: Assessoria de imprensa da FIPPPA 2015

Oferta curta de boiadas e margens da indústria pressionadas

A oferta de animais terminados está reduzida e os frigoríficos vêm apresentando dificuldade em adquirir bons lotes de boiadas.

Entretanto, o consumo enfraquecido de carne bovina acabou puxando para baixo as cotações da carne e a indústria viu sua margem de comercialização recuar, já que o preço pago pela arroba ficou praticamente estável.

Em São Paulo, nos últimos trinta dias, a arroba do boi gordo ficou em R$143,50, à vista, enquanto o quilo do boi casado de animais castrados caiu de R$8,93 para R$8,00, redução de 10,4%.

A margem da indústria que não realiza desossa passou de 16,2% para 7,1% no período. 

Ontem, houve queda no preço de referência da arroba em 11 das 31 praças pesquisadas. Ainda assim, a pequena oferta de animais tem limitado as desvalorizações, embora haja pressão por parte da indústria.

Número de plantas de carne bovina da JBS no Brasil sobe para 50

A JBS SA está ativando duas novas plantas de processamento de carne bovina neste mês no Brasil, que devem elevar sua capacidade de abate para cerca de 40 mil cabeças por dia, e injeta mais R$ 1 bilhão na receita líquida por ano para sua divisão de carne bovina brasileira.

A maior processadora de carne bovina e de aves do mundo, que agora terá 50 unidades de carne bovina ativas no Brasil, investiu um total de R$ 55 milhões para atualizar máquinas nas plantas de Araguaina (TO) e Iguatemi (MS). Ambas estavam fechadas por mais de quatro anos.

Estrategicamente, a abertura da primeira planta da JBS no estado do Tocantins pode oferecer à empresa uma nova gama de flexibilidade logística. Localizado no centro do Brasil, o estado oferece atualmente um dos custos de produção mais competitivos para o gado no país, com mais de 8 milhões de animais.

A unidade em Iguatemi contará com uma capacidade de abate de 800 cabeças por dia, enquanto a planta em Araguaina está projetada para 700 cabeças por dia.

A unidade em Araguaina foi comprada pela JBS em 2009 como parte de um grupo de ativos do Grupo Bertin, e manteve-se fechada desde a aquisição. A unidade de Iguatemi foi comprada da processadora brasileira Vale Grande mais de quatro anos atrás, e também permaneceu fechada desde que mudou de mãos.

Ambas as plantas vão processar carne bovina para vendas tanto no mercado interno quanto no externo - inicialmente para Oriente Médio, Europa e Rússia. Um porta-voz da empresa informou que a JBS utilizou programas de incentivos fiscais em ambos os estados para ajudar a reabrir as plantas.
Fonte: Carne Tec

Exportação de carne deve crescer 7% em 2015, diz Rabobank

As exportações brasileiras de carne bovina devem crescer 7% em 2015, após registrarem aumento de 3% no ano passado. A projeção foi apresentada pelo Rabobank em seu relatório trimestral. Segundo dados da Abiec, as exportações de carne bovina em 2014 atingiram 1,5 milhão de toneladas e US$ 7,2 bilhões em receita. 

Conforme a instituição financeira, a recente abertura do mercado chinês deve colaborar para que os embarques aumentem. Além disso, há expectativas de baixa oferta nos Estados Unidos e na Austrália, principais competidores do Brasil no mercado externo.

No entanto, o banco alerta para alta dependência do Brasil em relação à Rússia, segundo maior cliente do produto brasileiro e que passa por grave crise econômica. 

Este cenário deve contribuir para que os preços da arroba, que iniciaram o ano em R$ 140, continuem firmes ao longo do ano. "Os preços devem sofrer leve queda no primeiro trimestre, como resultado do aumento sazonal da oferta de gado. Apesar disso, levando em consideração a expectativa de um novo recorde nas exportações este ano, o espaço para baixas se mostra limitado", ponderam os especialistas do banco no relatório. 

Mercado interno - No mercado doméstico, o espaço para aumento de preços parece limitado, em razão do alto preço da carne bovina em relação ás proteínas concorrentes (carne suína e de frango) e da expectativa de menor crescimento da economia,. 

Para o confinamento, o Rabobank estima aumento do número de animais confinados. O incremento deve ser motivado pela queda nos preços dos grãos e cotações firmes no mercado futuro. Com isso, a procura por animais de reposição deve permanecer aquecida. 
Fonte: Portal DBO

Indústria propõe aprimoramento do licenciamento ambiental em MS

Os conselhos temáticos permanentes de meio ambiente (Coemas) da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) entregaram nesta terça-feira (3), ao secretário estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (Semade), Jaime Verruck, uma proposta do setor para aprimorar o processo de licenciamento ambiental do estado.

A proposta foi entregue pelo secretário-executivo do Coema da CNI, Shelley Carneiro, e o presidente do Coema da Fiems, Isaías Bernardini.

Segundo Bernardini, ao entregar a publicação, que foi elaborada pela CNI com o apoio dos Coemas de todas as Federações das Indústrias do País, a intenção é colaborar com o governo do estado, por meio das experiências do setor industrial, na modernização e resolução de problemas relativos ao licenciamento ambiental.

“É necessário o aprimoramento e uniformização dos conceitos e regras, bem como o uso de instrumentos que orientem e agilizem o licenciamento ambiental. A intenção é reduzir a subjetividade dos critérios que norteiam a emissão das licenças”, pontuou.

Já o secretário-executivo do Coema da CNI destacou a importância da informatização integrada de todo o sistema para a agilização do procedimento. “Trata-se de aperfeiçoar o licenciamento ambiental para que se torne um instrumento de promoção de um desenvolvimento pautado na sustentabilidade, mais ágil, transparente e eficaz”, argumentou.

Por sua vez, o secretário de Meio Ambiente disse que o grande entrave em Mato Grosso do Sul é a demora nos licenciamentos ambientais de toda ordem, seja na área agrícola, seja na área empresarial. “Foi realizado um diagnóstico com os empresários do Estado e 80% deles reclamam do tempo de resposta em relação ao licenciamento no âmbito do Imasul. Nós entendemos que o Coema da CNI tem um importante trabalho desenvolvido em todos os estados brasileiros e precisamos desse apoio técnico para implementar o manual de licenciamento ambiental e, consequentemente, reduzir esse tempo de resposta", concluiu.