27 de novembro de 2020
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SAÚDE

Molécula feita em laboratório pode tratar candidíase

O composto desenvolvido por pesquisadores da Unifesp mostrou eficácia contra a candidíase.

Uma molécula desenvolvida em laboratório mostrou eficácia contra a candidíase. O composto, derivado de um peptídeo naturalmente produzido no organismo humano (quiotorfina) e conjugado ao medicamento ibuprofeno, apresentou forte ação antifúngica ao erradicar cepas de diferentes espécies do gênero Candida, inclusive as mais resistentes a antimicrobianos.

Em um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), provaram que o derivado, geralmente utilizado por seus poderes de analgesia e anti-inflamatório, inibiu a formação de estruturas organizadas de microrganismos encapsuladas. A pesquisa foi publicada na revista Fungal Biology.

Chamada de biofilme, essa estrutura produz uma série de outras moléculas que blindam colônias de fungos, tornando muito difícil sua destruição por outros antimicrobianos disponíveis no mercado.

No estudo, o grupo de pesquisadores testou seis derivados da quiotorfina quanto à atividade antimicrobiana e antibiofilme em oito cepas do gênero Candida, incluindo cepas clínicas. "Das seis moléculas derivadas do peptídeo, a versão conjugada com ibuprofeno foi a mais eficiente em inibir e erradicar a formação de biofilmes em cepas de diferentes espécies de Candida", diz.

O efeito foi comprovado em amostras que continham colônias de Candida albicans, Candida krusei, Candida dubliniensis, Candida glabrata, Candida lusitaniae, Candida novergensis, Candida parapsilosis e Candida tropicalis.

Leia a matéria completa publicada pela FAPESP.