22 de junho de 2021
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Alta do preço do café arábica deve perder força no ano

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Os produtores do Brasil já encerraram a colheita desta safra e, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção deve somar 45,1 milhões de sacas, uma queda de 8% ante o ano anterior. A questão agora é qual será o tamanho da próxima safra brasileira. Os pés de café estão danificados em virtude da seca. Algumas regiões produtoras registraram metade da quantidade normal de chuvas, de acordo com a WeatherBell Analytics.

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Até o momento, os sinais apontam para uma colheita menor. A florada, que indica o tamanho e qualidade da safra, em algumas regiões aconteceu em julho, antes do período ideal. No entanto, as chuvas que aceleraram o processo acabaram rapidamente e a estiagem que se seguiu causou o abortamento de algumas flores, o que significa que elas não irão produzir frutos.

Muitos investidores já consideram esses danos. A produção de arábica no Brasil teria que ser menor que 40 milhões de sacas para impulsionar nova valorização, afirmou Rodrigo Costa, diretor de Café da Société Générale.

Os amplos estoques de café, decorrentes da volumosa safra passada, estão ajudando a compensar a queda na produção deste ano. Antes do início da colheita, o Brasil tinha 15,2 milhões de sacas estocadas, de acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O número é 15% maior ante igual período do ano anterior.

Ao mesmo tempo, a Colômbia, segundo maior produtor mundial de arábica, está aumentando sua produção. Há alguns anos, o país iniciou um programa de replantio, a fim de substituir plantas antigas por outras de maior rendimento. Agora, os novos pés de café se desenvolveram o suficiente para contribuir com a safra da Colômbia, que deve somar 12,3 milhões de sacas neste ano, volume levemente maior que o apurado no ano anterior.

Estadão Conteúdo