22 de junho de 2024
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Falta energia

Déficit de energia chega a 7,3% no centro-oeste neste mês

Considerando um cenário com despacho pleno de usinas térmicas, no qual, o risco da falta de energia foi estimado em 6,1% para o centro-oeste

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O estado de Mato Grosso do Sul e demais da região centro-oeste possuem 7,3% do risco de déficit de energia. Em janeiro o índice estava em 4,9%. Os dados são do Cmse (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico), grupo técnico do governo que estuda o setor.

De acordo com a Agência Brasil, além do Estado, toda a região centro-oeste e sudeste possui este risco, somente o nordeste que manteve o índice estável, em 1,2%.

Além disso, foi divulgado o percentual de risco considerando um cenário com despacho pleno de usinas térmicas, no qual, o risco da falta de energia foi estimado em 6,1% para o centro-oeste e sudeste e de zero para o nordeste. Nesses casos o índice supera a margem de 5% de risco, considerada tolerável pelo Conselho Nacional de Política Energética.

O Sistema Interligado Nacional, de acordo com o  Cmse, tem condições estruturais para o abastecimento de energia no  Brasil, mesmo que as principais bacias hidrográficas, locais em que estão os reservatórios das regiões sudeste, centro-oeste e nordeste tenham enfrentado uma situação climática desfavorável no período úmido do ano anterior.

Conforme relatório do Comitê, no mês de janeiro teve chuvas abaixo da média histórica na maior parte do país, incluindo a totalidade das regiões sudeste, centro-oeste e nordeste, a maior parte da região norte e a maior parte do estado do Paraná. As afluências verificadas em janeiro foram de 38% da média histórica nas regiões sudeste e centro-oeste e de 26% no nordeste.

A nota divulgada diz que mesmo com o sistema em equilíbrio estrutural, ações conjunturais específicas podem ser necessárias, em função da distribuição espacial dos volumes armazenados. O ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) deverá adotar as medidas adicionais com o objetivo de preservar os estoques nos principais reservatórios.

O grupo também ressalta que o período de chuvas deste ano ainda não está consolidado. “Com isso, a avaliação conjuntural do desempenho do sistema e de riscos de déficit associados deve ser feita de forma cuidadosa”, diz o Cmse, reforçando a necessidade de um monitoramento permanente.