15 de junho de 2021
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Para colheita, lavouras de MS driblam estrago de veranico no plantio

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O clima de Mato Grosso do Sul não está muito favorável aos produtores, principalmente no sudoeste do Estado.  Esse quadro exige que os agricultores tenham atenção, para que os veranicos na fase do plantio sejam driblados.

Do sudoeste ao norte de Mato Grosso do Sul, houve entre duas e quatro semanas de seca, relatam produtores e técnicos. Perto de 10% dos 2,5 milhões de hectares reservados à soja já tinham sido plantados. Boa parte dessas lavouras, no entanto, apresenta bom estado e deve render perto de 50 sacas por hectare, média do ano passado, apurou a Expedição Safra Gazeta do Povo, que faz um roteiro de seis mil quilômetros no estado, além de Mato Grosso e Goiás.

Conforme o Notícias Agrícola, isso não significa que a umidade não faz falta. A estiagem interrompeu o plantio e restam 15% das áreas para plantar, quando já se deveria ter encerrado a semeadura da soja.

Em relação à produtividade, ele relata que o impacto foi reduzido. A Famasul prevê 47,9 sacas por hectare, ante 48,3 registrados em 2013/14, e safra de 6,6 milhões de toneladas..

A Expedição encontrou uma explicação para o impacto reduzido da seca no, em Maracaju – distante 162 quilômetros de Campo Grande- município que mais planta soja no Estado, sendo 10% da área estadual, ou 230 mil hectares. As lavouras plantadas cedo foram as  que sofreram menos impacto da seca, sendo essas as que usaram sementes de ciclo semiprecoce (mais longo que o das precoces, que exigem clima regular) e crescimento indeterminado (com plantas mais lenientes).

Tayná Biazus