19 de junho de 2021
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Produtividade do milho em MS é afetada devido ao atraso do plantio de soja

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O Estado registrou estiagem e teve como consequente o deslocamento da janela do plantio da soja em 30 dias, que não deverá comprometer a produtividade do grão, mas irá afetar a segunda safra do milho do Estado. O milho safrinha, como é conhecido, é cultivado na mesma área, logo após a retirada da oleaginosa e ficará com o período de cultivo espremido. As informações são do site Famasul. Para o presidente da Aprosoja/MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), Maurício Saito, acredita que haverão perdas elevadas com o atraso do ciclo desta safra. O plantio de milho do próximo ano terá impacto, pois depende de importantes fatores, como a luminosidade, que fica comprometida com os dias mais curtos do inverno, e do clima, com maior risco de perdas devido a geada. Os últimos números levantados pelo Siga (Sistema de Informações Geográficas do Agronegócio) confirmam que,  enquanto a última safra de milho atingiu 8,3 milhões de toneladas, a expectativa mais otimista para o ciclo 2014/2015 fica em torno de 8 milhões de toneladas de grão. Mato Grosso do Sul é o 3º maior produtor no ranking nacional do cultivo de milho e deverá cultivar 1,6 milhão de hectares de milharais. Saito avalia que, no caso da soja, se o volume de chuva se mantiver na normalidade até o final de março, não haverá problemas com a colheita nem com a produção. Dados do Siga apontam que 60% dos 2,3 milhões de hectares previstos para cultivo do grão nesta safra já foi semeado, o equivalente a 1,56 milhões de hectares. No mesmo período do ano passado, 90% da área já havia sido plantada. Além de Mato Grosso do Sul, estados como Mato Grosso e Paraná, também importantes produtores de grãos, sentem os reflexos do período da seca. A previsão de safras menores tanto no Brasil nos EUA elevou o preço do milho no Estado. No início de outubro, a saca de 60 quilos do grão foi negociada a um preço médio de R$ 15,78 em oito das principais praças do Estado, enquanto que o valor da comercialização fica hoje em R$ 20 reais, um aumento de 26,7%. Tayná Biazus