05 de dezembro de 2021
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ELEIÇÕES | OAB-MS

Atrás em pesquisa, chapa de Bitto quer impugnação; "Estão desesperados", diz Rachel Magrini

A movimentação dos rivais nesta terça, segundo Magrini, ocorreu devido ao impacto de uma pesquisa

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O Instituto de Pesquisa IPR havia divulgado nesta terça-feira (19.out.21) números que mostram a advogada Rachel Magrini liderando as intenções de votos para ser a nova presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MS). Magrini aparece com 41,27%, contra 35,82% de Bitto Pereira. A advogada Giselle Marques também concorre, numa terceira via, segundo a pesquisa do IPR, ela tem 4,91% dos votos. O quadro é resultado da consulta estimulada, quando são apresentadas as alternativas aos entrevistados.  

Pouco horas após a divulgação da pesquisa negativa, aliados da Chapa de Bitto Pereira enviaram pedido direcionado à comissão eleitoral da OAB-MS, para impugnação de Magrini, o que tiraria a principal candidata do pleito.

O MS Notícias mostrou aqui que integrantes da diretoria e do conselho estadual da atual gestão da OAB/MS estão apoiando a candidatura de Magrini. O grupo composto pela secretária-adjunta da OAB/MS Eclair Nantes e as conselheiras estaduais Eliane Potrich e Etiene Chagas, além de cinco presidentes de subseções e nove presidentes de comissões, anunciou ainda em abril de 2021 que apoiaria Magrini. 

A movimentação dos rivais nesta terça, segundo Magrini, ocorreu devido ao impacto da pesquisa publicada a exatamente um mês da eleição, que foi agendada para o dia 19 de novembro. “Eles estão desesperados. Estão inventando isso aí”, comentou a advogada ao explicar a situação ao MS Notícias. 

Aliados do Bitto, por outro lado, argumentam que a pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa IPR e divulgada pelo Campo Grande News, não foi registrada. “A pesquisa não foi registrada na comissão eleitoral, sendo divulgada pela chapa da Rachel. Essa é uma condição vedada pela legislação eleitoral da OAB. A consequência disso é a cassação da chapa”, disse ao Campo Grande News o advogado Felipe Ramos Baseggio, representante da chapa de Bitto Pereira na comissão eleitoral. O advogado ainda acusou o instituto IPR de ter feito uma pesquisa falsa. 

O advogado Carlos Marques, representante de Magrini, diz que a Lei eleitoral em questão não discorre sobre a veiculação de pesquisas pela imprensa. “O que não pode é uma chapa divulgar pesquisa sem o registro. Essa pesquisa foi divulgada pelo Campo Grande News. Nós não divulgamos a pesquisa em nenhum de nossos órgãos oficiais. Portanto, não está havendo divulgação pela chapa. De modo que não há qualquer irregularidade”, explicou. 

*Reportagem editada às 22h07 de (19.out.21) para exclusão de temas. Correlacionamos dois temas separados (em sua natureza). Isso veio a causar confusão no leitor.