07 de maro de 2021
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ANDERSON DO CARMO

Flordelis nega tudo e filha da deputada assume que pagou para matar pastor

Interrogatório está em sua segunda parte, a primeira ocorreu em 18 de janeiro e a 2ª ocorreu nesta 6ª-feira (22.jan.21)

Simoni dos Santos Rodrigues, a filha biológica da deputada federal Flordelis (PSD) confessou durante interrogatório que pagou R$ 5 mil pelo assassinato do pastor Anderson do Carmo (padrastro), e ainda disse ter jogado ao menos 3 celulares, da mãe, do suspeito do assassinato, e o do pastor no mar. O interrogatório está em sua segunda parte, a primeira ocorreu em 18 de janeiro e a 2ª ocorreu nesta 6ª-feira (22.jan.21). 

Anderson foi assassinado a tiros na garagem da casa em que vivia com a deputada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, em 16 junho de 2019. Flordelis, confesosu em 18 de janeiro que sabia do plano da filha para o assassinato de Anderson.  Apesar disso, Flordelis nega que foi a mandante.  

FILHA ASSUMIU TUDO 

Simone admitiu que entregou o dinheiro à sua irmã Marzy Teixeira, para que ela pagasse o irmão Flávio, acusado de ter atirado em Anderson do Carmo.

Segundo Simone, a motivação do crime seriam as constantes investidas sexuais do pastor contra ela.

Simoni Rodrigues disse ainda que jogou três celulares no mar: o da mãe, o do pastor e o do irmão Flávio, acusado de ter atirado em Anderson do Carmo.

Nessa segunda parte a parlamentar, que está usando tornozeleira eletrônica, negou qualquer participação no crime. Foram interrogados na sexta:

  • Adriano dos Santos Rodrigues
  • André Luiz de Oliveira
  • Carlos Ubiraci Francisco da Silva
  • Marcos Siqueira Costa
  • Marzy Teixeira da Silva
  • Rayane dos Santos Oliveira
  • Simoni dos Santos Rodrigues

Flordelis chegou cedo à audiência desta sexta acompanhada dos advogados, mas não falou com a imprensa. Ela nega que tenha sido a mandante.

APOIANDO ARTHUR LIRA (PP)

Deputada Flordelis aparece em tornozeleira em ato a favor de Arthur LiraDeputada Flordelis aparece em tornozeleira em ato a favor de Arthur Lira. Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (20.jan), a deputada Flordelis (PSD-RJ) participou de um ato no Rio de Janeiro em apoio à candidatura de Arthur Lira (PP-AL) para a presidência da Câmara.

Usando uma tornozeleira eletrônica por ordem da Justiça do Rio de Janeiro, Flordelis não conversou com a imprensa e colegas de casa evitaram ser registrados ao lado da parlamentar.

Na última 3ª-feira (19.jan.21), a Procuradoria de Justiça deu parecer favorável para que a pastora seja afastada do cargo de parlamentar. De acordo com a procuradora Maria Christina Pasquinelli, “apesar do crime não ter ligação com o mandato de deputada, Flordelis pode usar o cargo para afetar o andamento do processo criminal”.