17 de setembro de 2021
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COVID| PANORÂMARA

Governo de MS difere da Capital mantendo ponto facultativo e restrição

Toque de recolher continua por mais 15 dias, entre 22 horas e 5 da manhã, com autonomia em cada município para horário ser ainda mais rigoroso

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Dura por mais quinze dias o toque de recolher, no período entre 22 horas às 5 da manhã, determinado pelo Governo Estadual, com intenção de conter a proliferação do novo coronavírus em época de carnaval. Apesar da restrição de mobilidade e do recolhimento, pela perspectiva do governador Reinaldo Azambuja, mantém-se o ponto facultativo, diferente do que disse na tarde de ontem o prefeito Marquinhos Trad, que para Campo Grande haverá trabalho normal. 

Segundo informações da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (SEGOV), apesar do horário de proibição estipulado para todo o Mato Grosso do Sul, a decisão não impede que diferentes municípios adotem toque de recolher com horários ainda mais rigorosos.

De acordo com o boletim epidemiológico divulgado ontem(03.fev.2021), existem 783 novos casos confirmados no Estado, se comparado com terça-feira (02.fev.2021), e Mato Grosso do Sul está perto de atingir 3.000 óbitos por COVID-19, que estão dentro do monitoramento oficial.  

No entendimento de Reinaldo Azambuja, como são menos de 2% da população a classe dos servidores públicos ativos, um eventual cancelamento seria ineficiente no enfrentamento da pandemia e que ofuncionalismo não pode ser penalizado.

“Você não pode tomar uma atitude de 47 mil pessoas em um universo de 2,8 milhões. Fica muito parecendo que são os funcionários públicos os culpados pelas aglomerações e não é isso. O ponto facultativo já é uma tradição. Às vezes, as pessoas já têm um planejamento de vida para o Carnaval. O que nós não podemos ter são as aglomerações. E elas não são feitas só pelos funcionários públicos, mas por todos que, muitas vezes, não têm a consciência”, disse Reinaldo Azambuja, que aproveitou a oportunidade para ressaltar que a vacinação não é o fim do coronavírus, e que a população deve seguir com o uso de máscaras e distanciamento social. 

BOM EXEMPLO

Santa Rita do Pardo, município ao extremo leste de Mato Grosso do Sul, é a única cidade que ainda não registrou mortes pela COVID-19. Segundo informações de agentes locais, uma equipe de servidores da saúde e até dentistas e seus auxiliares estão envolvidos no monitoramento da doença na região. 

Com várias fazendas próximas, segundo dados do IBGE, estima-se que Santa Rita tenha cerca de 7.900 habitantes (7.259 pessoas segundo o útlimo censo de 2010). Mas dentro do município em específico, há apenas cerca de quatro mil habitantes, fator esse que, segundo a coordenadora do setor de controle da pandemia, Káryn Priscilla, contribui para um monitoramento efetivo. “Atualmente temos 16 casos ativos sendo acompanhados e um total de 174 positivos desde o início da pandemia”, aponta ela.

Campo Grande, segundo seu último boletim epidemiológico divulgado pela Sesau (em 02.fev.2021) chegou a 1308 óbitos pela doença e, nos últimos dois dias, registrou duzentos e cinquenta e cinco novos casos. Pela distribuição da letalidade, Jardim e Japorã registram as piores marcas, classificadas com 4,0 % ou mais, elas encontram-se com 28 e 03 óbitos respectivamente. Acontece que a letalidade é calculada dividindo o número de óbitos pelo número de casos confirmados. a Capital está classificada com letalidade que varia de 1 a 1,9%, mesmo com o maior número de óbitos no Estado (1.310) e a pior taxa de distribuição (44,3%).