27 de fevereiro de 2021
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IPCA acumula alta de 7,64% é o maior patamar desde 2003

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quarta (07) o IPCA (Índice de Preço ao Consumidor Amplo) que aponta uma alta de 0,54% no mês de setembro, puxado pelo aumento do botijão de gás, ainda estava dentro da estimativa prevista. No acumulado do ano o índice chega a 7,64%, maior patamar desde 2003, onde no mesmo período atingiu 8,05%.

O botijão de gás puxou a inflação para cima, após aumento autorizado pela Petrobrás nas refinarias, o ajuste foi de 15% e passou a vigorar em 1º de setembro. Em algumas regiões do país houve oscilação no reajuste repassado aos consumidores, como no Rio de Janeiro que foi de 9,49%, no entanto Vitória 20,08%, Goiânia 19,68 e Brasília 19,23 foram as mais sentiram o preço do botijão.

Além do gás, outro itens contribuíram para o aumento da inflação, o grupo da Habitação subiu de 0,29% no mês de agosto para 1,30% em setembro. Aumentos ocorridos em Curitiba, São Paulo, Vitória e Rio de Janeiro da taxa de água e esgoto no mês passado, puxaram os índices 1,48% mais caro. Em Brasília e Goiânia o avanço nos reajustes foi de 0,28% na taxa de energia elétrica, enquanto outras regiões tiveram oscilações em seus valores devido a redução no valor da bandeira vermelha de 18%. Aluguel 0,59% e condomínio 0,45% tiveram sua contribuição na inflação.

Segundo a Presidente Dilma Rousseff, "estamos fazendo imenso esforço para reduzir a inflação. A tendência da inflação é de queda, reconhecida pelo mercado. Eu estou vendo luz no fim do túnel", analisou a chefe do executivo em entrevista concedida às rádios baianas Metrópole e Barreiras, onde avaliou o momento difícil da economia brasileira e os pacotes de medidas por meio de ajustes fiscais tomadas para equilibras as contas do governos e controlar a inflação.