27 de novembro de 2021
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"PARA LIBERAR LEITOS"

Médico é preso por injetar doses letais de analgésicos e matar 2 pacientes com Covid-19

Ele teria preparado as doses, mas as mesmas teriam sido ministradas aos pacientes por enfermeiros

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O médico italiano Carlo Mosca, de 47 anos, foi preso na madrugada da última terça-feira (26) acusado de ter assassinado dois pacientes vítimas da covid-19. O caso aconteceu ainda no início da pandemia do coronavírus, em março de 2020.

As autoridades afirmam que Mosca ministrou doses letais de analgésicos a dois pacientes: Natale Bassi, de 61 anos, e Angelo Paletti, de 80. Os casos aconteceram no hospital de Montichari, onde Mosca trabalhava.

As investigações chegaram a trocas de mensagens no WhatsApp, onde enfermeiros afirmavam que não compactuariam com o médico na escolha pela morte de pacientes e ainda o denunciariam. “Não vou matar doentes só porque o médico quer liberar UTIs”, dizia uma das mensagens.

O jornal italiano Corriere de la Será afirma que o médico não sujava as mãos na hora de fazer as escolhas. Ele teria preparado as doses, mas as mesmas teriam sido ministradas aos pacientes por enfermeiros.

Após matar os dois pacientes, o médico enviou seus corpos para uma autópsia em Pádua, cidade italiana. Seu objetivo era evitar que o envenenamento por doses letais de remédio ficasse embaixo dos panos e, caso descoberto, não fosse ligado a ele.

Carlo Mosca dirigia as Urgências do hospital teste setembro de 2018. Natural de Cremona, reside na zona de Mantua e encontra-se neste momento em prisão domiciliária a aguardar para ser presente a juiz.

A investigação ao médico só andou após uma denúncia anónima chegar ao ministério Público italiano, no final de abril de 2020.

Isso foi incluído no mandado de prisão emitido pela juíza italiana Angela Corvina, no qual ela afirma que o Dr. Mosca estava "totalmente ciente" do que estava fazendo e "estava disposto a matar". Além disso , entre os comportamentos irregulares do médico italiano não está apenas o fornecimento de "drogas letais" aos pacientes com Covid-19 , mas também se acredita que ele não intubou os pacientes quando eles precisaram. Isso causou a asfixia dos infectados e uma deterioração vital que culminaria em suas mortes.