21 de abril de 2021
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JUSTIÇA

Polícia chega a suspeito de matar a ciclista Marina Kohler

O motorista do Hyundai Tucson (placas de Campinas - SP) foi apreendido e já passou por perícia

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A polícia paulista identificou nesta 3ª-feira (10.nov.2020) o suspeito de atropelar e matar a ciclista Marina Kohler Harkot, de 28 anos, morta na madrugada de domingo (8.nov.2020), enquanto pedalava pela Avenida Paulo 6º, em Pinheiros (zona oeste da Capital do estado). A morte da jovem gerou manifestações nos últimos dias na Capital paulista.  

O Hyundai Tucson (com placas de Campinas - 93 km de SP) foi apreendido e já passou por perícia, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP). O antigo dono do veículo apresentou documentos que indicam que ele teria vendido o carro em 2017 e que até então não havia feita a transferência ao novo dono, que já foi identificado, ambos são de Inconfidentes - MG.

Os policias não quiseram revelar o nome do indivíduo suspeito, que após atropelar a jovem, fugiu do local sem prestar socorro à vítima. O caso está registrado na  14º Delegacia de Polícia de Pinheiros (DP) como homicídio culposo (quando não ha intenção de matar).  

A polícia chegou ao motorista, graças a uma policial militar de folga que estava pelo local e viu o atropelamento. Ela conseguiu anotar a placa do carro e prestou os primeiros atendimentos à vítima. Chamado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), porém a jovem não resistiu.  

A velocidade máxima da via é de 50 km/h, com quatro faixas. Segundo a SSP, a vítima estava na última delas.

A socióloga Marina Kohler Harkot, de 28 anos, era uma pesquisadora brilhante e de sorriso fácil e sempre presente. Deixou irmãos, pais, companheiro, colegas de trabalho e muitos amigos que lamentaram um futuro cheio de possibilidades interrompido por mais um caso de violência no trânsito no Brasil. 

Amigos e parceiros de pedalada emitiram nota de homenagem à jovem: 

 

A expectativa da polícia é que o suspeito se apresente nesta semana, mas, por conta da lei eleitoral, eleitores não podem ser presos a partir de cinco dias antes das eleições, que acontecem no próximo domingo (15.nov.2020).