27 de novembro de 2020
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“Campo Grande está estagnada economicamente”, afirma vereador

Diana e Heloisa

Durante a sessão da Câmara Itinerante realizada hoje no Senac, o vereador Edil Albuquerque  (PMDB) usou a palavra livre para discutir questões econômicas da Capital. Ele demonstrou sua insatisfação com os rumos da economia campo-grandense e com a falta de comunicação entre a Câmara Municipal e a Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Turismo e do Agronegócio).

Edil afirma que Campo Grande tem reduzido sua taxa de geração de empregos, que até então era de 8,9% ao ano. “Estou estarrecido e preocupado com a situação de Campo Grande que está estagnada economicamente neste momento”, afirmou.

Para o vereador, um dos principais motivos da estagnação é o número reduzido de projetos que a cidade morena tem cadastrado no Sincov (Sistema Nacional de Convênios), programa do governo que recebe projetos de todos os municípios do Brasil para avaliação e envio de recursos.

Segundo Edil, Campo Grande, que tem cerca de 800 mil habitantes, cadastrou apenas quatro projetos no Sincov, mesmo número que Laguna Carapã, cidade com aproximadamente 2 mil habitantes. Já Dourados, que tem 173 mil habitantes, possui 35 projetos no programa. Ele ainda fez um comparativo com anos anteriores, que tiveram 27 projetos apresentados em 2011 e 33 em 2012.

Dos quatro projetos de Campo Grande, dois que tratam de melhorias na área de esportes foram enviados pela Câmara Municipal. Dos outros, um diz respeito à criação de políticas públicas de incentivo à mulher empreendedora, e o outro, que está veiculado ao Ministério da Cultura, prevê a readequação do prédio do Instituto Histórico e Geográfico de Campo Grande.

O vereador relembrou ainda que a demora na escolha da titular da Sedesc fez com que duas indústrias desistissem de se instalar em Campo Grande. A empresa chinesa de maquinário teve que criar sua filial em Maracaju e uma indústria que produz helicópteros está negociando com o Governo do Estado para encontrar outra cidade.

Edil destacou também que a empresas do gênero outlet, da rede TNG, que irá gerar 1200 empregos diretos, só veio para Campo Grande graças a intermediação da vice-governadora Simone Tebet (PMDB).

De acordo com o vereador, a Sedesc não possuía recursos humanos para assumir as negociações na época, então Simone precisou intervir junto ao governador. A vice-governadora conseguiu isenção fiscal para a rede, além de um terreno, que foi doado por um empresário de frigoríferos do Estado. “Hoje em dia a minha maior dificuldade é representar e intermediar o setor empresarial pois não consigo travar diálogo com a Sedesc”, reclamou Edil.

A vereadora Carla Stephanini (PMDB) também usou da palavra para reclamar da falta de diálogo com a secretaria. Segundo ela, o despreparo da titular da pasta, Dharleng Campos de Oliveira, tem causado prejuízos ao município.