14 de junho de 2024
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OPERAÇÃO SOMMELIER

Gaeco mira servidores públicos e empresário 'do vinho' por fraude em licitação

A empresa de bebidas foi contratada para realizar um concurso público na cidade administrada pelo tucano Professor Jean Fogaça

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Foi deflagrada nesta 3ª.feira (11.jun.24), a ‘Operação Sommelier’, que mira cumprir 11 mandados de busca e apreensão nos municípios sul-mato-grossenses de Douradina, Dourados, Itaporã e na Capital catarinense, Florianópolis

A investigação é oriunda de trabalhos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, por meio do Grupo Especial de Combate à Corrupção (GECOC) e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), em apoio à 1ª Promotoria de Justiça da comarca de Itaporã. 

De acordo com os investigadores, a Promotoria de Justiça, com o apoio do GECOC, identificou a ocorrência de fraude ao caráter competitivo de licitação pública, cujo objeto foi a contratação de empresa para a realização de concurso público para o provimento de cargos na Prefeitura Municipal de Douradina, gerida pelo prefeito Jean Sergio Clavisso Fogaça (PSDB).

Gaeco e Gecoc realizaram apreensão de uniforma da Secretaria de Saúde de Itaporã, além de cerca de R$ 200 mil em espécie encontrados na casa de um dos alvos. Foto: Gaeco Gaeco e Gecoc realizaram apreensão de uniforma da Secretaria de Saúde de Itaporã, além de cerca de R$ 200 mil em espécie encontrados na casa de um dos alvos. Foto: Gaeco 

“Em resumo, foi apurada a existência de associação criminosa entre servidores públicos e o empresário, que previamente conluiados, organizaram-se para fraudar a licitação e desviar dinheiro público mediante superfaturamento”, disse o MPMS em nota.

O empresário não teve o nome divulgado, mas seria o responsável pela empresa de vinho Bodega Real.

Durante o cumprimento das diligências foram apreendidos cerca de duzentos mil reais em espécie.

A operação contou com o apoio operacional da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso do Sul e do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina.

Sommelier, termo que dá nome à operação, está relacionado ao fato de a empresa contratada para realizar o concurso público ser de “fachada”, cuja sede era uma loja de vinhos na capital deste Estado.

O chefe do Executivo de Itaporã não se manifestou até publicação desse conteúdo. Os números da prefeitura não atendeu as tentativas de contato da reportagem.